24/9/18
 
 
Lisboa. Empresa Municipal gasta 57 mil euros em cartolas para o reveillon

Lisboa. Empresa Municipal gasta 57 mil euros em cartolas para o reveillon

A EGEAC tirou da cartola um fim-de-ano  cheio de surpresas. Uma delas, que vai custar cerca de 57 mil euros, para os lisboetas porem na cabeça

A EGEAC - Empresa Municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa - gastou 57 mil euros (46.500 euros, mais IVA) na compra de cartolas para as celebrações da passagem de ano na Praça do Comércio. 

Segundo o contrato disponível no portal de contratação pública Base.gov, foram compradas 30 mil “cartolas plásticas brilhantes” - 15 mil exemplares “de cor vermelha” e outros 15 mil exemplares de “cor preta”, sendo que o contrato inclui “todos os transportes, meios e recursos necessários à prestação de serviços”. 

Esta será uma das surpresas previstas pela organização que ainda não foram anunciadas ao público, ao contrário dos concertos e do fogo de artifício.

O preço das cartolas representa uma parte significativa dos 650 mil euros que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, anunciou como gastos com as festividades alusivas ao Natal e ao Ano Novo na capital - um valor que representa, segundo o autarca, um decréscimo de 110 mil euros em relação ao que foi gasto no ano passado. 

 Contactado ontem pelo i, o Gabinete de Programação em Espaço Público da EGEAC optou por não comentar o valor alocado para a compra dos adereços, justificando que dado tratar-se do dia de Natal seria impossível uma reação em tempo útil. 

Além da despesa com cartolas, no portal da contratação pública podem encontrar-se ainda algumas outras despesas com as comemorações da passagem de ano na Praça do Comércio.

Com o espetáculo multimédia - de vertente “piromusical” -,  cujo início será às doze badaladas com uma duração precisamente de doze minutos, a EGEAC vai pagar 74 mil euros (sem IVA). A peça musical que servirá de base ao espetáculo foi adquirida separadamente pela empresa municipal e, por isso, no contrato ficou estabelecido que a empresa produtora do espetáculo o concebesse “em estreita colaboração” com a EGEAC e com os criadores da peça musical.

Outra das adjudicações prende-se com o serviço de equipamentos, montagem e projeção de vídeo, que representou um custo de 27.980 euros (sem IVA), uma informação que consta igualmente no portal Base. Tal como a produção de conteúdos de vídeo para os concertos (10 mil euros, sem IVA). 

A contratação da fadista Ana Moura envolveu uma verba de 23 mil euros mais IVA, para um espetáculo inserido no ciclo de três dias de celebrações de ano novo.

Quanto já custou uma PDA A redução de custos com os festejos de passagem de ano não é de agora e houve anos em que a cidade gastava bastante mais com o espetáculo da Praça do Comércio. Em 2005, por exemplo, os gastos com o evento (sem a iluminação de Natal) ascendiam aos 600 mil euros. O valor, segundo noticiou na altura a agência Lusa, acabou por ser reduzido em 2006 para 300 mil, ou seja metade.

Em novembro deste ano, numa conferência de imprensa nos Paços do Concelho, o presidente da autarquia anunciou o valor conjunto das iluminações e festividades de Natal e passagem de ano, que se fixou nos 650 mil euros.

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