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Algumas provas do 8.º ano já serão feitas sem papel no próximo ano

Algumas provas do 8.º ano já serão feitas sem papel no próximo ano

Ana Nabais Ana Sá Lopes 26/06/2017 10:11

Novas medidas do Simplex apresentadas hoje pela ministra da Presidência

Só não é uma revolução porque apenas um pequeno grupo de escolas será contemplado. O governo vai acabar com o papel nas provas de aferição do 8.o ano de escolaridade já no próximo ano letivo.

Desde a conceção da prova pelos professores, a sua realização pelos estudantes, a correção e posterior publicação dos resultados, tudo será feito online. Trata-se, para já, de um projeto-piloto que vai abranger apenas um agrupamento de escolas ou um conjunto de estabelecimentos de ensino. Não há ainda capacidades no país para que todos os alunos tenham acesso a um computador.

Mas, segundo o Ministério da Presidência, o arranque das provas online vai “possibilitar a aceleração dos tempos de classificação” e também conseguir “o aumento da qualidade e da fiabilidade da classificação das respostas aos itens de resposta aberta, já que a classificação online permite monitorizar, em tempo real, o trabalho dos professores classificadores, bem como utilizar técnicas de dupla classificação”.

Além da poupança em papel, o governo afirma que esta mudança vai facilitar, além das correções, também, naturalmente, o armazenamento – deixa de ser preciso arranjar espaço físico para guardar as provas.

A ministra Maria Manuel Leitão Marques apresenta hoje o balanço do projeto Simplex de 2016 e anuncia novas medidas para 2017 e 2018. Outra das novidades é a criação de um “simulador de custos de justiça” para que os cidadãos fiquem a saber quanto lhes vai custar “a prática de determinados atos ou realização de serviços na justiça”. Os refugiados residentes em Portugal também vão ser abrangidos na nova etapa do Simplex. Será criada uma plataforma eletrónica pública com os currículos dos refugiados, a que poderão aceder “os empresários previamente mobilizados e movidos pela responsabilidade social que pretendam oferecer oportunidades de trabalho”.

O Estado também se compromete a criar uma nova app, aplicação móvel, destinada aos estudantes do ensino superior. Vai chamar-se mySuperior e nela cada estudante universitário pode aceder a todas as informações do seu “cadastro”, incluindo bolsas.

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