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Catarina Martins: “É urgente preparar o país para a saída do euro”

Catarina Martins: “É urgente preparar o país para a saída do euro”

Jornal i 26/03/2017 17:30

Líder do BE diz que Cimeira de Roma é prova que “a EU não aprendeu nada”

“É urgente preparar o país para o cenário de saída do euro ou do fim do euro”. A frase é de Catarina Martins ao apresentar, nesta tarde de domingo, as conclusões da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda. No dia seguinte à cimeira de Roma, comemorativa dos 60 anos da União, a líder do Bloco defende que “é tempo de, no nosso país e na Europa, as forças progressistas se unirem e procurarem alternativas”. Catarina Martins criticou a declaração saída da reunião de sábado, nomeadamente na questão dos refugiados. “Se há 60 anos estava bem presente a história dos refugiados europeus, a declaração de Roma vem agora dizer-nos que é preciso fechar as portas aos refugiados que fogem da guerra. A União Europeia não aprendeu nada com aquilo que de bom foi capaz de construir”.

Catarina Martins lembrou que, depois da II Guerra Mundial, a reestruturação da Europa “foi feita com o perdão da dívida da Alemanha”, com o controlo público das infra-estruturas e com a preocupação com os refugiados da guerra, “a cimeira de Roma foi o oposto de tirar consequências das lições da História”. “60 anos depois do Tratado de Roma, é preciso respeitar os refugiados e o controlo democrático da economia”.

Em artigo de opinião publicado este domingo no site bloquista Esquerda.net, Catarina Martins escreveu: “A forma como as instituições responderam à crise dos refugiados é, além da negação de um projeto, a negação de uma história. Os refugiados europeus do século XX, fugidos da barbárie dos autoritarismos, encontraram asilo por todo o mundo. Mas quando os refugiados do século XXI procuram asilo na Europa, esta recusa-lhes o acolhimento e empurra-os para a imigração ilegal, os campos de detenção e as mortes no Mediterrâneo”.

No texto, a líder bloquista fala da cimeira de Roma como “mais um certificado de falência passado á União Europeia”. Referindo-se aos cinco cenários de Juncker como “bancarrota moral”, Catarina Martins critica o governo de Costa pelo seu “europeísmo passivo e conformado”: “A tudo isto, o governo português, que tem afirmado publicamente uma alteração de comportamento face à postura submissa da direita, acaba afinal por responder com um europeísmo passivo e conformado: qualquer solução está bem desde que o Portugal “esteja no pelotão da frente”. Da resposta fica a pergunta: à frente de quê, em nome de quem e a caminho de onde?”.

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