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José Magalhães. “Os advogados não devem ser deputados"

José Magalhães. “Os advogados não devem ser deputados"

Diana Tinoco Luís Claro 24/03/2017 07:09

Ex-governante defende que são “possíveis e desejáveis entendimentos que se projetem na participação no governo"

José Magalhães foi deputado do PS e ganhou visibilidade no programa Flashback, da TSF, com Pacheco Pereira e Nogueira de Brito. O socialista escreveu um livro sobre as remunerações dos políticos e fala sobre a necessidade de alterar um regime que cria “disfunções” e peca por falta de transparência. O ex-deputado já está a escrever o próximo livro que é dedicado aos autarcas. 

Foi deputado no parlamento pelo PCP e, mais tarde, pelo Partido Socialista. Ficou surpreendido com a coligação entre o PS, PCP e Bloco de Esquerda?

Tinha esse sonho e batia-me por isso. Tinha e tenho condições para isso, porque conheço muito bem as famílias. Achava que todos perdíamos com o conflito pela negativa. Quanto mais discutirmos as divergências mais bem preparados estaremos para as resolver. E é absolutamente necessário, porque a alternativa é a tacanhez e uma direita falida ideologicamente que se aproveita da globalização e do vento externo e até do vento populista para dizer: “Somos a única alternativa”.

Conhecendo o PCP como conhece tinha a esperança de que uma aliança à esquerda um dia se iria concretizar. 

Nunca perdi a esperança, porque conheço bastante bem as pessoas e não as julgo por aquilo que não valem. Julgo-as pelo que não valem e pelo que valem. Ainda há dias apresentei o livro do Carlos Brito sobre o que foi a sua vida durante anos e anos na cadeia do Forte Peniche com renovada admiração por ter havido gente que no mundo do medo e da escuridão foi capaz de dar anos de vida por uma causa. E, portanto, temos de ter essa justiça e generosidade de aproveitar o potencial de energia de mudança que cada força tem. 

António Costa também foi decisivo. O PS nunca tinha conseguido aproximar-se desta maneira do PCP e do BE com outras liderança.

O António Costa teve um papel absolutamente decisivo. É um homem com grande flexibilidade e abertura e um sentido prático absolutamente invulgar. Em outubro de 2015 estávamos numa situação extrema. Ou uma solução inovadora ou mais quatro anos da Maria Luís de Passos. Temos um país que é perfeitamente desenvolvível mas não com a canção do cangalheiro. Isso deprime as pessoas e destrói a força criativa. Trata-se de uma oportunidade para aplicar um programa que seguramente é melhor como os factos demonstram e é fazível. 

Está convencido que este governo vai durar os quatros anos com o apoio dos partidos à sua esquerda no parlamento?

Julgo que sim até porque agora existe mais experiência dos contactos entre os partidos. 

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