Oito empresas na corrida para construir o futuro Hospital de Lisboa Oriental em Marvila

Oito empresas na corrida para construir o futuro Hospital de Lisboa Oriental em Marvila


Fase de apresentação de propostas terminou no dia 31 de janeiro


Oito grupos apresentaram propostas no concurso público lançado em 2018 para a construção do futuro Hospital de Lisboa Oriental. O ponto de situação foi feito pelo Ministério da Saúde, dado que o prazo para apresentação de propostas terminou a 31 de janeiro. O governo diz que o número de interessados "atesta a boa recetividade do projeto junto dos proponentes". 

Na corrida estão a empresa Alberto Couto Alves, SA, de Vila Nova de Famalicão, a Tejo Infraestruturas Hospitalares (TIH), a Bastos, Amorim & Araújo – Consultoria e Trading, Lda e a Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, SA. Houve ainda propostas do grupo madrileno Servicios Hospitalarios CHUT, do agrupamento Hygeia e de duas firmas do grupo espanhol Ferrovial – a Ferrovial Agroman, SA e a Ferrovial Serviços SA, com sucursais em Portugal.

 "A fase seguinte será de análise e avaliação das propostas. À fase de negociação do concurso poderão passar um máximo de três finalistas e de entre estes será escolhida a proposta a adjudicar", disse esta segunda-feira o Ministério da Saúde numa nota divulgada online.

"O concurso público internacional em curso visa a conceção, construção e manutenção do Hospital de Lisboa Oriental, em regime de Parceria Público-Privada. A instalar em Marvila numa área total de 180.000 m2, o novo hospital de Lisboa deverá estar construído em 2023 e terá uma capacidade mínima de 875 camas. O HLO vai representar para o operador privado um investimento total de cerca de 330 milhões de euros e, para o Estado, estima-se uma renda anual que poderá rondar os 16 milhões de euros durante 27 anos do contrato", acrescenta a tutela.

De acordo com a informação prestada ao jornal i em 2017, quando foi anunciado o novo concurso público, o preço terá um peso de 40% na avaliação das propostas e a qualidade técnica do projeto pesará 60%. 

Recorde-se que o projeto está em cima da mesa há largos anos e já teve vários prazos, que nunca foram cumpridos. Um primeiro concurso lançado em 2008 no governo de José Sócrates, com Correia de Campos na pasta da Saúde, tinha atribuído a construção ao agrupamento Salveo (composto por Soares da Costa, MSF e Alves Ribeiro). O contrato foi anulado por decisão do governo anterior, que se opôs à cláusula que previa que o Estado fosse fiador do grupo privado no empréstimo contraído para a realização da obra. Na sequência desta decisão, Paulo Macedo chegou a anunciar o hospital como a grande obra da legislatura e a inauguração foi apontada para 2019, mas o concurso não avançou. Foi retomado pelo atual executivo, que aponta agora a inauguração para 2023. O novo hospital deverá integrar os serviços do Centro Hospitalar de Lisboa Central, nomeadamente de unidades hoje instaladas em edifícios antigos como o Hospital de S. José ou a Maternidade Alfredo da Costa.