Rio, um líder em contramão e em marcha acelerada


Há qualquer coisa de errado neste líder do PSD. Regressou finalmente de férias, mas para dizer o que veio dizer quase mais lhe valia ter continuado calado. É que não acerta uma!!! A última, ontem, foi para quase defender a chamada ‘taxa Robles’ que o BE inventou para atacar o que chama de especulação imobiliária.…


Há qualquer coisa de errado neste líder do PSD. Regressou finalmente de férias, mas para dizer o que veio dizer quase mais lhe valia ter continuado calado. É que não acerta uma!!!

A última, ontem, foi para quase defender a chamada ‘taxa Robles’ que o BE inventou para atacar o que chama de especulação imobiliária.

Ora, sendo o PSD um partido que, por oposição aos partidos à sua esquerda, defende a redução da carga fiscal e a economia de mercado, como pode o seu líder – depois de o PS ter afastado a taxa Robles – ter vindo dizer que “não rejeita liminarmente” a proposta porque, nas palavras de Rio, “a ideia não é disparatada”?

Não é disparatada? Não existe já imposto sobre transações e imposto sobre as mais-valias? Rio está a falar para quem? Rio é líder de que partido? Onde quer o presidente do PSD sentar-se no hemiciclo quando for eleito deputado – por este andar com mais umas poucas dezenas – à Assembleia da República?

Já no fim de semana, na Universidade de Verão do PSD, o líder do PSD achou por bem introduzir no seu discurso de rentrée um violento ataque ao Ministério Público, mais uma vez permitindo colagem a António Costa e às esquerdas, que publicamente têm esgrimido contra a recondução de Joana Marques Vidal na Procuradoria Geral da República.

Fê-lo referindo-se a Tancos, e ao assalto aos paióis, em que já devia haver, como também disse, uma “acusação correta”. Mas foi bem mais longe e, entre gracejos, não resistiu a dizer que, sobre aquela matéria, sabe muito mais do que aquilo que diz. Como???

Se o Presidente da República já fala demais quando publicamente vem anunciar que haverá uma acusação “dentro de dias ou semanas”, o líder da oposição também não devia andar a pregar aos quatro ventos que tem mais conhecimento sobre matéria em segredo de justiça do que aquela que já é pública. Onde está o sentido de Estado?

Já antes, na sexta-feira, na “TSF”, Rio desafiara os seus críticos a seguirem as pisadas de Santana e a desvincularem-se do partido. 

O homem está pior que Maduro. Uma desgraça.

Rio anda pelo país a dizer que não se deve “pôr o carro à frente dos bois”. E que não é ele quem não percebe nada disto, são os outros, os que não o compreendem; os outros, os que não percebem que o PSD só ganhará eleições se for buscar votos à esquerda.

Rio é que ainda não percebeu que, no PSD, é ele quem anda em contramão com o partido e em marcha acelerada.

E que, a continuar assim, nem conquista votos à esquerda nem deixa de os ir perdendo à direita.