No fio da navalha


A última esperança do PS.


O que se passou no congresso do PS precisa de ser devidamente esmiuçado. Os socialistas dependem do PCP e do BE para levarem a legislatura até ao fim. É natural. Caso assim não fosse, dependeriam do PSD, o que seria não só uma incongruência, mas uma inconstitucionalidade, pois este quem venceu as eleições.

No entanto, para que o governo sobreviva os socialistas precisam de mais. Necessitam de resultados. Algo difícil como os dados económicos o demonstram. Assim, o governo de António Costa quer mudar a Europa, a começar pelo Tratado Orçamental. Ora, este tratado, assinado em 2012 é consequência não da crise actual, mas decorre da existência da moeda única europeia que os socialistas sempre elogiaram.

Rasgar o Tratado Orçamental é a única forma do PS governar de forma ilimitada. De agir, como se a sua acção governativa não comportasse consequências. Um regresso a outros tempos que nos trouxeram à estagnação económica. Àquele período em que os governos gastavam sem se preocuparem com a dívida que contraíam e que, mais cedo que tarde, teria de ser paga.

O que se está a passar na Europa, este tempo de incerteza e algum medo, é o ideal para este PS. É nestas alturas que se criam o caos e que do caos surgem novas ordens. O  caos europeu é a última esperança do PS. Infelizmente, a história ensina-nos que essas novas ordens não nos favorecem. Caída a poeira, o status quo é o mesmo; e quando a mudança visa repetir o passado, a factura continuará a somar contra nós.  Advogado

No fio da navalha


A última esperança do PS.


O que se passou no congresso do PS precisa de ser devidamente esmiuçado. Os socialistas dependem do PCP e do BE para levarem a legislatura até ao fim. É natural. Caso assim não fosse, dependeriam do PSD, o que seria não só uma incongruência, mas uma inconstitucionalidade, pois este quem venceu as eleições.

No entanto, para que o governo sobreviva os socialistas precisam de mais. Necessitam de resultados. Algo difícil como os dados económicos o demonstram. Assim, o governo de António Costa quer mudar a Europa, a começar pelo Tratado Orçamental. Ora, este tratado, assinado em 2012 é consequência não da crise actual, mas decorre da existência da moeda única europeia que os socialistas sempre elogiaram.

Rasgar o Tratado Orçamental é a única forma do PS governar de forma ilimitada. De agir, como se a sua acção governativa não comportasse consequências. Um regresso a outros tempos que nos trouxeram à estagnação económica. Àquele período em que os governos gastavam sem se preocuparem com a dívida que contraíam e que, mais cedo que tarde, teria de ser paga.

O que se está a passar na Europa, este tempo de incerteza e algum medo, é o ideal para este PS. É nestas alturas que se criam o caos e que do caos surgem novas ordens. O  caos europeu é a última esperança do PS. Infelizmente, a história ensina-nos que essas novas ordens não nos favorecem. Caída a poeira, o status quo é o mesmo; e quando a mudança visa repetir o passado, a factura continuará a somar contra nós.  Advogado