Depois das entrevistas à Reuters e à AFP, António Costa falou ao Financial Times e mostrou-se disposto para formar um governo anti-austeridade, suportado pelos partidos de esquerda PCP e Bloco de Esquerda, salvaguardando os princípios básicos da zona euro.
“Isto será como deitar abaixo o que resta do muro de Berlim. O PS não se deslocou para o lado dos partidos anti-europeus, estes é que concordaram em negociar um programa de governo comum sem colocar os compromissos de Portugal, enquanto membro da eurozona, em risco”, afirmou Costa, lembrando que o PS é “o partido mais pró-europeu” em Portugal.
E sublinhou não estar a fazer bluff, referindo que um acordo com Passos ainda é possível mas “será melhor ter um Governo PS”, suportado por uma aliança à esquerda.
"As negociações para a criação de um novo governo liderado pelo PS estão mais avançadas [com a esquerda] e correm melhor do que o diálogo com a coligação".
"Não estamos a fazer bluff, actuamos sob o princípio de boa-fé", afirmou, dizendo que as negociações com a esquerda foram mais furtíferas do que os encontros com a direita.