Uma sondagem da Metron Analysis, a publicar este sábado no jornal grego "Parapolitika", atribui 22,2% ao Syriza e 21,2% à Nova Democracia, a menor margem entre os dois partidos nas projecções feitas até ao momento. Também esta sexta-feira, uma outra sondagem dava 23% ao partido de Tsipras e 19,5% ao de Meimarakis.
A maior diferença entre as duas sondagens reside no entanto no total de indecisos, onde a da Metron Analysis coloca 11,2% contra os 25,5% da projecção feita pela ProRata esta sexta-feira.
Segundo os dados avançados pelo "Parapolitika", a Aurora Dourada terá 6,4% das intenções de voto enquanto o Partido Comunista Grego e o To Potami surgem ambos com 4,5%. Já ao PASOK são atribuídas 4,1% das intenções de voto. Tal como ocorre na projecção da ProRata, também a Metron Analysis coloca o ANEL – os Gregos Independentes, parceiros de coligação do Syriza – fora do parlamento grego.
Do conjunto de sondagens já publicado, algo começa a ficar evidente: não só será quase impossível um partido obter maioria sozinho, tal como será muito difícil que dois partidos coligados o consigam – já que tanto a Nova Democracia como o Syriza recusam alianças entre si.
Assim, no day-after das eleições de 20 de Setembro o cenário mais provável será que o vencedor precise de coligar-se com pelo menos outros dois partidos para chegar à maioria – 150 deputados. O líder do To Potami, centro-direita, foi o único partido que até ao momento se mostrou disponível para ajudar à governação – "até com o Diabo, se for bom para o país", como disse o seu líder.
Segundo a lei eleitoral do país, o partido mais votado ganha automaticamente mais 50 deputados no parlamento.
De acordo com as intenções de voto apuradas pela Metron Analysis, a distribuição de lugares seria o seguinte:
SYRIZA | 129 |
Nova Democracia | 75 |
Aurora Dourada | 23 |
KKE | 16 |
PASOK | 15 |
To Potami | 18 |
Unidade Popular | 11 |
União Centrista | 13 |