Ar fresco


As propostas económicas do PS, divulgadas no início desta semana, são – para lá do seu valor intrínseco – saudáveis. Primeiro, porque se apresentam como uma fórmula alternativa e não de alternância. É bom que os portugueses possam escolher entre duas estratégias económicas distintas, promovidas pelos dois maiores partidos e não apenas entre um mesmo…


As propostas económicas do PS, divulgadas no início desta semana, são – para lá do seu valor intrínseco – saudáveis.

Primeiro, porque se apresentam como uma fórmula alternativa e não de alternância. É bom que os portugueses possam escolher entre duas estratégias económicas distintas, promovidas pelos dois maiores partidos e não apenas entre um mesmo modelo económico defendido por um “bloco central” e as propostas mais radicais das franjas mais extremistas do espectro político. Segundo, porque depois das generalidades das instituições internacionais terem reconhecido que a austeridade falhou os seus objectivos, precisamos de formas inovadoras de retomar o crescimento económico.

No plano político, não interessa que escolher entre o PSD e o PS seja apenas escolher o nome do novo primeiro-ministro, mantendo o mesmo modelo económico ad aeternum – isso apenas favorece a emergência de modelos mais ou menos radicais, que acabarão por conduzir à syrização da república portuguesa.

Na esfera económica, depois de uma legislatura de austeridade, é preciso encontrar uma maneira de acelerar o crescimento económico, estancar a imigração e criar emprego e isso não se consegue mantendo as mesmas premissas e obsessões deste governo.

Se há coisa que os portugueses sabem fazer bem, é enfrentar problemas complexos com soluções imaginativas e maneiras originais de dar a volta às coisas. Poucos saberão se as propostas do PS são exequíveis ou não, se são um mero wishful thinking ou uma abordagem efectiva para resolver os problemas que enfrentamos, ou se mesmo em caso de vitória dos socialistas serão implementadas e não remetidas para uma gaveta. Mas vão no sentido certo – pensar out of the box. E, só por isso, já merecem ser consideradas. 

Escreve à sexta-feira

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As propostas económicas do PS, divulgadas no início desta semana, são – para lá do seu valor intrínseco – saudáveis. Primeiro, porque se apresentam como uma fórmula alternativa e não de alternância. É bom que os portugueses possam escolher entre duas estratégias económicas distintas, promovidas pelos dois maiores partidos e não apenas entre um mesmo…


As propostas económicas do PS, divulgadas no início desta semana, são – para lá do seu valor intrínseco – saudáveis.

Primeiro, porque se apresentam como uma fórmula alternativa e não de alternância. É bom que os portugueses possam escolher entre duas estratégias económicas distintas, promovidas pelos dois maiores partidos e não apenas entre um mesmo modelo económico defendido por um “bloco central” e as propostas mais radicais das franjas mais extremistas do espectro político. Segundo, porque depois das generalidades das instituições internacionais terem reconhecido que a austeridade falhou os seus objectivos, precisamos de formas inovadoras de retomar o crescimento económico.

No plano político, não interessa que escolher entre o PSD e o PS seja apenas escolher o nome do novo primeiro-ministro, mantendo o mesmo modelo económico ad aeternum – isso apenas favorece a emergência de modelos mais ou menos radicais, que acabarão por conduzir à syrização da república portuguesa.

Na esfera económica, depois de uma legislatura de austeridade, é preciso encontrar uma maneira de acelerar o crescimento económico, estancar a imigração e criar emprego e isso não se consegue mantendo as mesmas premissas e obsessões deste governo.

Se há coisa que os portugueses sabem fazer bem, é enfrentar problemas complexos com soluções imaginativas e maneiras originais de dar a volta às coisas. Poucos saberão se as propostas do PS são exequíveis ou não, se são um mero wishful thinking ou uma abordagem efectiva para resolver os problemas que enfrentamos, ou se mesmo em caso de vitória dos socialistas serão implementadas e não remetidas para uma gaveta. Mas vão no sentido certo – pensar out of the box. E, só por isso, já merecem ser consideradas. 

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