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Poluição na Índia matou mais de 1,2 milhões de pessoas em 2017

Poluição na Índia matou mais de 1,2 milhões de pessoas em 2017

AFP António Rodrigues 06/12/2018 17:56

O estudo publicado na Lancet Planetary Health diz que o ar tóxico foi responsável por 12,5% das mortes

A poluição mata e o ar poluído da Índia mata muito. Em 2017, 1,24 milhões de pessoas morreram no país devido a doenças causadas pela poluição. Isto é, 12,5% do total de pessoas que morreram o ano passado morreram por causa da poluição.
Os dados são de um estudo publicado na Lancet Planetary Health esta quinta-feira, financiado pela Bill & Melinda Gates Foudation, o governo indiano e o Indian Council of Medical Research.
Do total de óbitos, 670 mil mortes foram atribuídas a doenças ligadas à poluição atmosférica e outras 480 mil a poluição no domicílio por causa do uso de fornos de carvão. Mais de metade das vítimas da poluição atmosférica na Índia (51%) tinha menos de 70 anos.
Este novo estudo mostra que a Índia tem a maior proporção de mortos por poluição de todo o planeta, 26,2% do total, bem superior à sua parcela no total da população mundial que é de 18,1%.
Se a Índia não tivesse tantos problemas de poluição ambiental a esperança média de vida da população seria superior em 1,7 anos, afirmam os autores do estudo. Mesmo assim, diz a Reuters, não se trata da perspetiva mais sombria dos últimos estudos sobre o assunto. No mês passado, um relatório da Universidade de Chicago sublinhava que a exposição prolongada à poluição na Índia reduzia a esperança dos indianos em quatro anos.
“As conclusões deste estudo sugerem que o impacto da poluição do ar nas mortes e na esperança de vida na Índia poderá ser menor do que previamente calculada, mas mesmo assim este impacto ainda é substancial”, lê-se no estudo.
Basta olhar para o mapa mundo diário da poluição atmosférica para ver uma série de pontos vermelhos, roxos e cor de tijolo que mostram uma qualidade insalubre do ar respirado pelas populações. Na pior categoria do índice de qualidade do ar (com 300 ou mais), considerada insalubre, em que “toda a gente poderá sentir graves efeitos na saúde”, havia uma dezena de locais no momento de escrita deste texto, dois deles com mais do dobro: na Universidade PGDAV em Sriniwaspuri, Nova Deli, com 683, e em Ghusuri, perto de Calcutá, com 645.

 

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