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França. Popularidade de Macron sofre nova queda abrupta
DIMITAR DILKOFF

França. Popularidade de Macron sofre nova queda abrupta

DIMITAR DILKOFF Jornal i 27/08/2017 12:57

Presidente francês tombou 14 pontos percentuais só em agosto. Maioria dos franceses reprova-o. 

O presidente francês sofreu a segunda queda abrupta em popularidade desde que venceu as eleições presidenciais. Emmanuel Macron caiu 14 pontos percentuais só em agosto e agora é maioritariamente reprovado pela população francesa: a sua taxa de aprovação é de 40%, segundo a sondagem publicada este domingo no “Journal du Dimanche”.

A consulta mensal realizada pela Ifop revela que apenas 4% dos eleitores se dizem “muito satisfeitos” com os três primeiros meses da presidência de Macron. Trinta e seis por cento afirmam estar “algo satisfeitos” com o centrista independente, que no início do mês viu aprovados cortes na despesa e alterações ao código de trabalho.

A queda de popularidade é abrupta. Macron venceu as eleições do início de maio com uma taxa de satisfação de 62%, que aumentou, aliás, no mês seguinte, junho, para os 64%, acima de tudo graças à atuação internacional do presidente – o centrista bateu o pé ao presidente americano e renovou laços com a chanceler alemã.

Julho e agosto foram um desastre para Macron, que, para além das contestadas reformas ao mercado de trabalho, o presidente confrontou-se com a liderança das Forças Armadas e foi criticado por querer dar à mulher, Brigitte, o cargo de “primeira dama francesa”. A popularidade de Macron caiu para os 54% em julho e, agora, para os 40%.

O governo sofre em linha com Macron, que, dos seus dois antecessores, é o presidente cuja taxa de popularidade mais abruptamente caiu nos primeiros meses de governo. O primeiro-ministro Edouard Philippe satisfaz apenas 47% dos franceses, o que representa uma queda de nove pontos percentuais desde a consulta do último mês.

Por esta altura, François Hollande caíra para uma taxa de aprovação de 54%, vindo dos 61% com que foi eleito em maio. Nicolas Sarkozy fez a progressão inversa: dos 65% com que chegou ao Eliseu – também em maio – o presidente do centro-direita gaulista aumentou a satisfação entre os franceses para os 69% em agosto. 

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