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"Amália Hoje" vai existir "enquanto o público quiser"

"Amália Hoje" vai existir "enquanto o público quiser"

04/12/2011 19:28

O grupo "Amália Hoje", que atuou sábado à noite em Nova Iorque, mantém-se um projeto de um só álbum, mas continua a receber convites para concertos e vai existir "enquanto as pessoas quiserem".

O grupo falou à Lusa depois de um concerto na Brooklyn Academy of Music para perto de 1.500 pessoas, o último da série de dois dias "Tudo Isto é Fado", que levou a música tradicional portuguesa (sexta feira) e os seus novos caminhos (sábado) até ao público de Nova Iorque, por onde a vocalista Sónia Tavares e o teclista Nuno Gonçalves têm passado com o seu mais antigo e principal projeto musical, os "Gift".

Novos álbuns de Amália Hoje não estão nos planos: "Não, e sempre fomos muito claros que este projeto tinha início e final", disse Nuno Gonçalves.

"Sempre dissemos que o final só existia quando as pessoas quisessem. Continuamos a receber convites e, se estivermos livres, se continuarmos a ter prazer como temos a tocar estas canções vamos sempre vir", adiantou.

No seu primeiro concerto do projeto "Amália Hoje" grávida, Sónia Tavares partilhou o centro do palco com Paulo Praça, a dançar energicamente do princípio ao fim, e cantou também com Fernando Ribeiro, que esteve "presente" só num vídeo projetado numa tela gigante.

Com Israel Pereira na guitarra e Carl Minneman no baixo, o grupo visitou algumas das músicas que o popularizou, como a reinvenção em pop eletrónico de "Fado Português" ou "Gaivota".

Para Paulo Praça, a experiência foi positiva, e deixou o grupo "extremamente satisfeito com a reação do público.

"Aliás, não esperávamos outra coisa em Nova Iorque", sublinha.

Com 14 canções, do primeiro disco e alguns arranjos novos, a escolha do alinhamento foi fácil de fazer, segundo Nuno Gonçalves.

"Houve uma progressão, uma continuidade artística interessante. Fomos a vários estilos de música. Como o Paulo [Praça] diz muito bem, fizemos varias fotos", adiantou.

A experiência de cantar com o vídeo de Fernando Ribeiro já tinha sido feita, até porque o grupo é composto por elementos de três bandas - "Gift", "Moonspell" e "Plaza" - com as suas próprias agendas, que não são fáceis de conciliar.

"Foi um desafio, artisticamente, para nós. Lembro-me de ver os Flaming Lips em Paredes de Coura e o baterista também sé aparecia em vídeo e desde aí quis fazer isso", afirma Praça.

Para Sónia Tavares, foi importante ter o contributo de Ribeiro "com a forma que ele tem e o sentimento que tem de dar às canções que é muito próprio e nenhum de nós tem".

Este foi o primeiro concerto de Amália Hoje que a vocalista deu desde a gravidez, e a "entrega" foi a mesma, avaliam Gonçalves e Praça, embora a Sónia Tavares admite diferenças.

"Quando atinjo as notas mais agudas sinto um ligeiro desconforto", disse a vocalista.

"Mas temos tantos concertos marcados, vou cantar e fazer os concertos até ao meu limite. A gravidez não é doença, vamos tentar encarar como uma forma diferente de fazer as coisas", adiantou.

De Nova Iorque, Tavares e Gonçalves seguem para o Canadá, onde vão fazer as primeiras partes de concertos da artista inglesa Anna Calvi, regressando depois a Lisboa para continuar a trabalhar na mistura de novos temas que têm vindo a preparar.

 "Neste momento ainda não sabemos bem o que vamos fazer com isso, mas ficamos tão surpreendidos com o resultado e deu-nos tanto prazer voltar a fazer discos sem aquela pressão de ter uma data de lançamento que correu bastante bem", afirma Gonçalves.

Para janeiro e fevereiro está a ser preparada uma digressão dos Gift por auditórios de Portugal e Espanha.

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