A suíça Richemont, que detém marcas como Cartier, Van Cleef & Arpels ou Montblanc, criou um conselho de inteligência artificial (IA) para reger e garantir o seu uso de forma ética,
O administrador tecnológico (CTO) do grupo disse esta quinta-feira que a “A IA faz parte integral do nosso roteiro para o futuro” e “claro que queremos garantir que estamos a realizar os projetos certos”.
Eduardo Grilo falava aos jornalistas no final da inauguração do primeiro ‘hub’ tecnológico do grupo fora da Suíça, em Lisboa, o R:TECH, localizado no Oriente Green Campus (Moscavide).
“Estamos a começar a jornada da IA neste momento” e, por exemplo, “implementámos nos últimos meses” um conselho de IA na Richemont “que rege o uso” da tecnologia. “Basicamente, [o conselho] determina onde a IA pode ser usada, onde deve ser usada e também garante que usemos a IA de forma ética”, explicou Eduardo Grilo.
Isso “é realmente importante para nós no momento e, à medida que avançamos, veremos a implementação de casos de uso de IA em domínios muito específicos”, acrescentou o CTO, citado pela agência Lusa.
O novo centro de competências tecnológicas R:TECH reforça a capacidade da equipa da Richemont em Genebra, na Suíça, através do desenvolvimento de plataformas evolutivas, do aperfeiçoamento de aplicações de negócio e do avanço das capacidades de dados e inteligência artificial. O objetivo é fazer evoluir a experiência do retalho de luxo.
A Richemont já contratou 100 pessoas para o novo ‘hub’ e espera contratar até 400, o que inclui “uma ampla gama de talentos”, que inclui engenheiros de ‘software’, ‘data scientists’, especialistas em produtos e arquitetos de soluções, entre outros.







