A moção de confiança apresentada pelo presidente do CDS foi aprovada. Este é o melhor caminho ou preferia a realização de um congresso para clarificar a situação?
Francisco Rodrigues dos Santos cometeu erros fundamentais ao convidar para a sua direção os que perderam e ao não ter feito uma auditoria às contas do partido. Logo, era expectável que isto acontecesse e o tentassem apear. A moção de confiança foi ganha claramente, revelando que ainda tem apoio, que não reside só na sua pessoa mas na certeza de que a oposição protagonizada por Adolfo Mesquita Nunes seria muito pior, não sendo desejada pela vasta maioria do eleitorado do CDS.
Francisco Rodrigues dos Santos pediu paz interna. É possível o partido unir-se até às autárquicas?
Penso que sim, mas depende essencialmente da atitude do Francisco Rodrigues dos Santos.
O que terá de fazer, na sua opinião, para corrigir o caminho?
Deve preocupar-se em fazer partido com os que o apoiaram e o querem manter e não com os usurpadores que sempre o quiseram derrubar
O Conselho Nacional deste fim de semana prejudicou a imagem do CDS?
Prejudicou e de que maneira. Contudo, também deixou uma imagem clara de como o CDS está dividido, entre uma ala mais conservadora e jovem, onde me revejo, e uma ala mais liberal e afastada do ideário democrata -cristão, ideário que é central no CDS. Ficou claro que os que estiveram no partido nos últimos 20 anos e são responsáveis pelo definhar do CDS não aceitaram a derrota no congresso. São eles os divisionistas. Empurraram Manuel Monteiro para fora do CDS, atacaram cobardemente Ribeiro e Castro e agora quiseram repetir com Rodrigues dos Santos. A cobardia de ontem é igual à de hoje.
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