O Benfica está a um pequeno passo de juntar-se ao FC Porto na fase final da Liga dos Campeões. Mas para os encarnados se tornarem a segunda equipa portuguesa a marcar presença nesta edição da prova, os comandados de Rui Vitória ainda têm que ultrapassar um último obstáculo: os gregos do PAOK.
O emblema helénico é o adversário da águia no play-off milionário, que tem a primeira mão agendada já para a próxima terça-feira (21), no Estádio da Luz, e a segunda no dia 29 deste mês, na Salónica.
Até hoje, a história tem sido feliz para a equipa portuguesa. Nos quatro encontros que já protagonizou com o clube da Salónica na história das competições europeias, o registo é favorável ao Benfica, que em ambas as ocasiões conseguiu vencer a eliminatória com um saldo de quatro vitórias.
A última vez que os dois clubes cruzaram caminho foi na temporada 2013/14, em jogo dos 16 avos de final da Liga Europa. Depois de vencer em solo grego, por 1-0, os encarnados, na altura sob o comando de Jorge Jesus, confirmaram o seu favoritismo em casa, com uma vitória sem margem para dúvidas (3-0).
De recordar ainda que foi nesse ano que o Benfica chegou à final da prova europeia, perdida nas grandes penalidades (4-2) para os espanhóis do Sevilha. Depois de eliminar o PAOK, e até chegar ao jogo derradeiro, a águia deixou ainda pelo caminho os ingleses do Tottenham (5-3), nos oitavos-de-final, os holandeses do Alkmaar (3-0), nos ‘quartos’ e os italianos da Juventus (2-1) na partida da meia-final.
Antes, mais precisamente quinze anos antes deste último encontro, acontecia o primeiro confronto entre Benfica e PAOK. Corria o ano de 1999 quando o clube português e o grego marcaram encontro na 2.ª ronda da então denominada Taça UEFA. No jogo da 1.ª mão, realizado na Grécia, as águias venceram por 2-1. Depois da vitória encarnada, arrancada a ferros no jogo de estreia entre as duas equipas, a emoção havia de aumentar na Luz. Os gregos conseguiram copiar o resultado alcançado pelas águias e empurrar a eliminatória para a decisão através da marca dos onze metros. Valeu o malogrado Robert Enke que, com duas defesas, garantiu a vitória da equipa portuguesa nas grandes penalidades (4-1) após o 3-3 verificado no agregado das duas mãos.
Ao contrário do caminho de sucesso percorrido em 2014, em 1999 o resto da história não foi risonha. Depois de afastar o PAOK, a águia marcou encontro com o Celta de Vigo. A 25 de novembro de 1999, a equipa espanhola seria responsável pela maior derrota da história da equipa portuguesa nas competições europeias: 7-0.
Apesar de ser efetivamente a terceira vez que as duas equipas se encontram nas provas da UEFA, esta será, porém, a primeira vez que vão medir forças na Liga dos Campeões.
O Paok atual O clube helénico chegou a esta fase da competição após ter terminado no segundo lugar do campeonato grego, no qual foi uma das principais surpresas da temporada transata ao terminar à frente do Olympiacos e a seis pontos do primeiro lugar, ocupado pelo AEK. Além da boa época desenvolvida na principal competição daquele país, o emblema capitaneado pelo português Vieirinha conquistou ainda a Taça grega, com um golo do lateral, no triunfo por 2-0, contra… o campeão em título, AEK de Atenas.
O clube helénico chegou ao play-off, recorde-se, depois de ter afastado os russos do Spartak Moscovo na terceira pré-eliminatória. Antes, na segunda pré-eliminatória havia batido sem dificuldades o Basileia.
Com a ambição de chegar à fase final da Champions, Vieirinha garantiu que a sua equipa não receia o Benfica: “Não quero que as atenções estejam apontadas só a mim, mas a todos os jogadores do PAOK. Já provámos ser uma equipa forte. Não receamos nenhum adversário. O Benfica vai ser difícil, mas temos o sonho de garantir a presença na fase de grupos”.
Em jogo, além do lugar garantido que o vencedor terá na fase de grupos da Champions, estão também mais de 40 milhões de euros.
os milhões em jogo O apuramento para o play-off da Liga dos Campeões garantiu ao Benfica um mínimo de 7,92 milhões de euros em prémios. Se passar o PAOK e garantir o passaporte para a fase final da prova, não irá entrar no cofre da águia esse montante, mas sim a quantia verdadeiramente desejada pelo clube da Luz: os 42,95 milhões de euros, referentes a prémios de qualificação atribuídos pela UEFA aos clubes que conseguirem a passagem para esta fase final. No caso do FC Porto, único emblema português com a presença na fase final assegurada, os dragões têm desde logo garantido um prémio de quase 45 milhões de euros, apenas pela entrada direta do clube na fase final da prova.