Desde os Magriços de 1966 que não se vê uma selecção assim, empolgante e dominadora. No Euro-2000, os jogadores portugueses cumprem o papel de uma forma tão apaixonada e acertada que o próprio país os vê com outros olhos. Na estreia, Portugal ganha 3-2 à Inglaterra, depois de ter estado a perder 2-0. Um golo de Figo do meio da rua e outro de João Pinto em salto de peixe. Segue-se aquele passe de Rui Costa para a estocada final de Nuno Gomes. No segundo jogo, 1-0 à Roménia com um golo no último minuto do recém-entrado Costinha a qualificar Portugal para os quartos-de-final. O terceiro e último jogo da fase de grupos é apenas um trâmite, razão pela qual Humberto Coelho escolhe os habituais suplentes. E não é que a Alemanha é vulgarizada por 3-0, com um hat-trick de Sérgio Conceição. “Às vezes, é assim… Irrito-me”, justifica o herói da noite, numa alusão aos três golos a Oliver Kahn.
20 de Junho de 2000. Sérgio Conceição irrita-se
Alemanha cilindrada por Portugal B no Euro