Foi em 2013 que chegou ao cinema Daredevil – herói da Marvel que entre nós sempre foi publicado com o nome Demolidor. Nunca foi um dos mais populares da colecção criada pela mesma editora que deu ao mundo justiceiros mascarados como Homem-Aranha ou os X-Men, bem mais populares. Mas por ser mais um tipo com características físicas peculiares e muita vontade de apanhar rufias sempre teve tudo para resultar numa adaptação fora dos quadradinhos. Houve uma tentativa, em 2013, mas não deixou boas memórias. O filme realizado por Mark Steven Johnson tinha Ben Affleck como protagonista e de pouco mais nos lembramos. Mas nestas coisas dos super-heróis é tudo uma questão de tempo. Se Ben Affleck pode ser o novo Batman (no filme que no próximo ano o vai juntar ao Super-Homem), então o Demolidor também pode voltar. Por enquanto com o título \”Daredevil\”, porque isto só vai acontecer fora de portas. Há-de chegar a Portugal, é tudo uma questão de tempo, como já dissemos.
Trata-se de uma nova série, nem por isso de televisão, porque é responsabilidade da Netflix – o tal serviço de subscrição feito produtora que permite ver os episódios todos de uma vez, com \”House of Cards\” ou \”Orange Is the New Black\” como sucessos maiores. E tem como artista principal o corajoso advogado Matt Murdock que em garoto ficou cego com um banho involuntário de material radioactivo. O mesmo acidente deu-lhe capacidades extraordinárias em todos os outros sentidos. O pai de Murdock foi mais tarde morto por criminosos. Daí até Matt ter jurado vingança sobre tudo o que é meliante e ter criado um alter ego vestido de vermelho justo foi preciso pouco.
Na série que a Netflix produziu, Matt Murdock é interpretado por Charlie Cox, o mesmo que fazia de Owen Sleater na segunda e na terceira temporadas de Boardwalk Empire. E não há tanta preocupação em mostrar as origens do herói. Estamos em Nova Iorque e Kingpin, o mais mau dos maus da cidade, quer tomar conta do bairro de Hell”s Kitchen. Contamos todos com este novo Daredevil para controlar a situação.
O Demolidor apareceu em 1964, mais uma criação de Stan Lee, e já foi trabalhado pelos mais ilustres do negócio, de Jack Kirby a Frank Miller. A Netflix recupera a tradição do original mas quer mais e por isso já planeia algo ao estilo de \”Os Vingadores\”. Em breve haverá séries dedicadas a personagens como Luke Cage, Jessica Jones ou Iron Fist. Mais tarde, o colectivo The Defenders vai juntá-los para formar uma equipa que só gente de má-fé vai querer confrontar.
Do futuro deste \”Daredevil\” (isso, já se fala em futuro ainda nem a estreia aconteceu) já se sabe que a Disney, proprietária da Marvel, estará interessada em produzir uma nova longa-metragem se a série correr bem. O que não se sabe é quando é que a Netflix chega aos computadores portugueses. Repetimos: começou nos EUA e entretanto já chegou a 40 mercados diferentes, incluindo Brasil, Itália, Reino Unido ou França (onde ver séries custa 7,90 euros por mês; juntando filmes a mensalidade fica a 11,99). As últimas notícias falam do interesse da empresa em chegar a Portugal. Assim sendo, estamos todos de acordo. Falta o resto.







