Bloco de braquiterapia foi fechado após queixas de problemas respiratórios.
O IPO de Lisboa prevê a reabertura do bloco de braquiterapia durante a próxima semana, estando a aguardar resultados de análises microbiológicas. No dia 23 de julho, noticiou o Correio da Manhã, duas enfermeiras sofreram complicações respiratórias graves e foram assistidas no Hospital de Santa Maria.
João Oliveira, presidente do instituto, garante que as profissionais não correram perigo de vida e que não houve necessidade de manobras de reanimação invasiva. “Não houve qualquer situação de perda de consciência”, disse ao i. Ao todo, três profissionais foram assistidas em Santa Maria, tendo tido alta no próprio dia. Encontram-se de baixa médica.
O IPO ainda não sabe o que esteve na origem do incidente. Oliveira adianta que não houve exposição a radiação, usada nos tratamentos feitos nesta sala, estando a ser explorada a hipótese de intoxicação por via das condutas de ar. O responsável admite que produtos usados numa manutenção feita nos dias anteriores poderão ter estado na origem do incidente. Resultados preliminares de análises ao ar não revelaram valores partículas acima do recomendado, estando em falta resultados de análises microbiológicas. Para esta segunda e terça-feira não há tratamentos de braquiterapia marcados, estando a reabertura do serviço dependente da receção dos resultados, disse o responsável.
Ao CM, o vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros alertou que o bloco de braquiterapia funciona num espaço fechado, sem condutas de extração de ar. João Oliveira garante que o espaço cumpre todas as normas de segurança. “Gostaríamos que a sala fosse maior e que houvesse mais espaço para recobro, mas tem as condições necessárias”, diz João Oliveira.

