21/09/2018
 

COMO VAI A VIDA NO INTERIOR

O i dá voz a 20 rostos desse lado mais esquecido do país. Orgulham-se da qualidade de vida, dos preços acessíveis, da proximidade entre sítios e pessoas e da facilidade em arranjar vaga nas escolas. Mas na metade menos populosa do país, a vida tem muitos contras

Sara Oliveira

Mestranda | Viseu
22 anos

Sou de Lisboa, morava na Parede, e vim estudar para Viseu para tirar o curso e o mestrado que queria. Sou trabalhadora-estudante e lojista. Fugi um bocado de Lisboa por causa da confusão. Aqui, as pessoas são mais próximas umas das outras e os serviços são mais personalizados. Em Lisboa, como há mais gente, muitas vezes há a sensação de que é a despachar, e aqui não sinto tanto isso. No supermercado, por exemplo, o serviço em Lisboa é mais rápido, porque há mais gente para atender, mas aqui não é tanto assim. Na rua, para qualquer tipo de ajuda, as pessoas largam o que estão a fazer e acompanham-nos onde queremos. As ruas são muito limpas e arrumadas, há sempre flores, vemos constantemente os senhores da câmara a tratar da rua. Já os transportes não têm nada a ver com os de Lisboa. Aqui, a partir das 19h, já não há. No hospital, o serviço é muito lento. Chegamos a esperar cinco ou seis horas para fazer um curativo.