21/09/2018
 

COMO VAI A VIDA NO INTERIOR

O i dá voz a 20 rostos desse lado mais esquecido do país. Orgulham-se da qualidade de vida, dos preços acessíveis, da proximidade entre sítios e pessoas e da facilidade em arranjar vaga nas escolas. Mas na metade menos populosa do país, a vida tem muitos contras

Rosa Ginja

Desempregada | Torre de Moncorvo
21 anos

Sempre vivi em Torre de Moncorvo, ao pé de Bragança. Aqui há menos trânsito, muito mais calma e as pessoas não vivem tão stressadas. Muitos jovens têm saído do interior para irem viver e estudar nas grandes cidades e a vila está a ficar deserta, e depois os negócios não se aguentam e fecham. Por outro lado, é preciso ter-se carro para se poder ir às compras, por os centros comerciais e grandes supermercados se encontrarem a 100 quilómetros daqui, em Bragança. É preciso ter carro para nos deslocarmos a consultas médicas. Por exemplo, no outro dia, o meu pai precisava de ir a uma consulta e, como não podia conduzir, não pôde ir.