25/09/2018
 

COMO VAI A VIDA NO INTERIOR

O i dá voz a 20 rostos desse lado mais esquecido do país. Orgulham-se da qualidade de vida, dos preços acessíveis, da proximidade entre sítios e pessoas e da facilidade em arranjar vaga nas escolas. Mas na metade menos populosa do país, a vida tem muitos contras

Luís Geadas

Consultor imobiliário e produtor multimédia | Reguengos de Monsaraz
36 anos 

O melhor da vida no interior é o sossego, não termos trânsito nem o stresse para chegar a casa ao final do dia como acontece nas grandes cidades. O pior é, sem dúvida, a falta de emprego. Estou a trabalhar como consultor imobiliário desde abril e mantenho também a atividade numa área de que gosto muito, que é o multimédia, onde investi muitas horas. Faço streaming e produção de vídeo e áudio para diferentes projetos locais como a Uni Radio de Reguengos e a Associação de Futebol de Évora. Cresci em Borba e, quando casei, mudei para Reguengos de Monsaraz. Nunca equacionámos ir para o litoral, sentimo-nos bem no Alentejo. A qualidade de vida é boa, no verão temos a praia fluvial, estamos perto de Espanha. As dificuldades existem e não me parece que nos debates sobre o interior sejam totalmente percebidas. A divisão de recursos a nível nacional podia ser maior, mas também percebo o lado dos investidores, que procuram ter retorno. É uma questão que não é simples de resolver.