26/09/2018
 

COMO VAI A VIDA NO INTERIOR

O i dá voz a 20 rostos desse lado mais esquecido do país. Orgulham-se da qualidade de vida, dos preços acessíveis, da proximidade entre sítios e pessoas e da facilidade em arranjar vaga nas escolas. Mas na metade menos populosa do país, a vida tem muitos contras

João Correia

Médico | Guarda
59 anos

Sou da Figueira da Foz e vim para a Guarda por razões profissionais. Quando vim havia grande falta de médicos no interior e era necessário ocupar as vagas. Escolhi a Guarda por achar que, entre as várias hipóteses, era a mais simpática. Uma das vantagens é o trânsito, que é muito reduzido, mas depois também faltam transportes a certas horas por os serviços públicos privilegiarem o transporte dos alunos em vez dos horários dos trabalhadores. Uma das desvantagens de se viver na Guarda é o tempo, com dois meses de grande calor e o resto com frio. Ter vindo para a Guarda permitiu-me ascender na carreira com mais facilidade do que teria num hospital central. Cheguei ao topo da carreira muito jovem, ainda que tenha feito todos os exames necessários. Permitiu--me ter um currículo mais rico.