24/09/2018
 

COMO VAI A VIDA NO INTERIOR

O i dá voz a 20 rostos desse lado mais esquecido do país. Orgulham-se da qualidade de vida, dos preços acessíveis, da proximidade entre sítios e pessoas e da facilidade em arranjar vaga nas escolas. Mas na metade menos populosa do país, a vida tem muitos contras

Dulce Pontes

Cantora | Bragança
49 Anos

Nasci no Montijo, mas já vivi noutras regiões de Portugal. Atualmente estou às portas da cidade de Bragança e escolhi este lugar porque o silêncio, a calma e a tranquilidade são um grande refúgio para mim. A paz que aqui encontro é como uma compensação da minha vida profissional, que me obriga a deslocar-me bastante. Por isso, este local representa, sobretudo, qualidade de vida. A forma como as pessoas se tratam, a entreajuda que existe mesmo no meio da discórdia e a vontade de fazer com que as tradições permaneçam deixam-me fascinada.
Bragança, ao contrário do que se pensa, é uma cidade com muita gente jovem. O instituto politécnico traz pessoas de várias nacionalidades e há sempre muita coisas a acontecer, mas claro que é de uma forma mais pequena.
Só sinto falta de uma maior ligação de transportes. A única forma de chegar aqui é de carro próprio, autocarro ou avioneta. Torna-se mais fácil movermo-nos para Espanha do que para o litoral.