A verdade é que, atualmente, a compra de um telemóvel e a sua utilização (ver coluna ao lado) era bem diferente face ao que se assiste nos dias de hoje. O i sabe que nos primeiros dias, os funcionários das lojas, perante a forte adesão, acabavam por reunir os clientes em mesas-redondas e fazer mini-workshops para explicar como preencher contratos e funcionar com os equipamentos, que na época demoravam cerca de 48h e alguns faxes internos até ficarem operacionais.
Também o processo era mais complicado: não havia serviços pré-pagos, preencher os contratos era demorado, eram necessários vários documentos e nem todos os clientes aceitavam bem a burocracia necessária.
Ambições Para comemorar os 25 anos da empresa, a subsidiária portuguesa lança o Vodafone Future, a primeira plataforma totalmente focada na divulgação de conteúdos futuristas, que revelará projetos mundiais inovadores nas áreas da saúde, entretenimento, vida digital, ciência, educação e sociedade.
Segundo a operadora, a iniciativa tem “um cariz inspirador e, simultaneamente, pedagógico. Ao mesmo tempo que dá a conhecer o potencial de novas tendências, a plataforma desmistifica a sua utilização e o impacto na sociedade”.
O Vodafone Future faz parte da estratégia de transformação digital da empresa, que quer comunicar com os portugueses de uma forma mais dinâmica, mostrando os progressos tecnológicos que estão a acontecer em todo o mundo e que, em breve, estarão presentes nas nossas vidas.
Nos últimos três anos, a Vodafone investiu 900 milhões de euros no mercado português, contando atualmente com 1400 colaboradores, e “um terço destes já exportam serviços para outras operações”.
“Somos reconhecidos como uma empresa de referência no mundo Vodafone e queremos ter um papel ativo na economia digital e contribuir para o país”, já veio afirmar o presidente executivo da Vodafone Portugal, Mário Vaz.
Ao mesmo tempo, a ideia é continuar a crescer no mercado nacional e, por isso, no mês passado, a NOS e a Vodafone assinaram um acordo para partilhar infraestrutura de fibra ótica com o objetivo de alargar a abrangência da sua oferta comercial. Serão 2,6 milhões de casas e empresas que passarão a poder usar os serviços destas operadoras. O acordo inclui ainda a partilha de rede móvel 4G. Quanto à infraestrutura móvel, pretende-se assegurar a “partilha mínima de 200 torres móveis”. Esta parceria permitirá aos dois operadores a disponibilização das suas ofertas comerciais, sob a rede partilhada, a partir do início de 2018.
Ao ser dado este passo, as duas operadoras esperam, cada uma, totalizar mais de quatro milhões de casas na sua rede de fibra ótica até final do próximo ano. A infraestrutura será partilhada, mas os clientes não.