24/09/2018
 

COMO VAI A VIDA NO INTERIOR

O i dá voz a 20 rostos desse lado mais esquecido do país. Orgulham-se da qualidade de vida, dos preços acessíveis, da proximidade entre sítios e pessoas e da facilidade em arranjar vaga nas escolas. Mas na metade menos populosa do país, a vida tem muitos contras

Patrícia Camelo

Professora de música | Évora
26 anos

Sou professora de clarinete no Conservatório de Reguengos de Monsaraz. Sou da Figueira da Foz e vim para a Universidade de Évora estudar, e depois por cá fiquei. O acesso à cultura, aqui, não é fácil, ainda há muito pouca. Até novembro, quando abriu um centro comercial aqui em Évora, tínhamos de ir a Beja ou ao Montijo para comprar coisas de maior, como roupa, por exemplo. Até aí, era um bocadinho grave, porque é uma capital de distrito e não tinha um cinema, não tinha nada. Noto muita diferença nos cuidados de saúde, por exemplo. Na Figueira, cada um tem o seu médico de família e conseguimos sempre consulta. Aqui, é um médico de família para 100 pessoas, provavelmente, e só se consegue ter uma consulta de seis em seis meses. Fiquei escandalizada. Mas a qualidade de vida é superior. A única coisa de que sinto falta é do mar. É uma capital de distrito mas parece que vivemos numa aldeia em termos de sossego, segurança...