20/09/2018
 

COMO VAI A VIDA NO INTERIOR

O i dá voz a 20 rostos desse lado mais esquecido do país. Orgulham-se da qualidade de vida, dos preços acessíveis, da proximidade entre sítios e pessoas e da facilidade em arranjar vaga nas escolas. Mas na metade menos populosa do país, a vida tem muitos contras

Ângela Prada

Consultora | Peso da Régua
40 anos

Sempre estive ligada ao interior. Nasci e vivi até aos 18 anos com os meus pais, em Bragança. Após a maioridade viajei por grandes cidades como Lisboa e Barcelona, mas sentia a falta de algo. Desejava construir uma família e por influência do meu namorado – que já estava na Régua – acabei por ir parar ao Norte do país. O que me fascina bastante é a paisagem magnífica a que tenho fácil acesso. A qualidade de vida é, sem dúvida, bastante superior à dos grandes centros. No centro, já tive de faltar ao trabalho para ligar o gás, mas nas pequenas cidades as pessoas conhecem-se e podemos deixar a chave de casa com o vizinho. Só sinto falta da praia e, lamentavelmente, o serviço de saúde não é muito desenvolvido. Por vezes é preciso ir ao Porto para consultas mais específicas.