24/04/2024
 
 

Maçonaria e Opus Dei. Em nome da transparência

Penso que em 2021 foi aprovada legislação que obriga os deputados e os detentores de cargos públicos a revelarem se pertencem a associações secretas e a clubes desportivos. Em 2021, Manuel Soares, então presidente da Associação Sindical de Juízes, assumia que os seus colegas não deviam pertencer à maçonaria nem à Opus Dei. Estando na origem destas associações secretas ‘fazer o bem’, não vejo a razão para que não saibamos quem pertence a quê. 

Já se percebeu que, um pouco por todo o mundo, os partidos extremistas crescem como cogumelos e procuram-se as causas para tais derivas. Hoje toma posse um novo governo de Portugal e seria muito útil que a bandeira da transparência fosse hasteada desde o primeiro momento.

Calculo, não estando nós sós no mundo, que se tentem aproveitar os melhores exemplos nas diferentes áreas, com as devidas adaptações à nossa cultura. Assim, seria interessante que todas os organismos estatais investissem em programas informáticos que possibilitem ao comum dos mortais saber o que está ou não a ser feito. Penso que algumas câmaras já investiram nesta matéria, até para acabarem com a cultura da cunha na aprovação de projetos imobiliários ou de simples obras em casa.

O Governo central devia tornar completamente transparente os negócios dos diferentes ministérios, publicitando as razões para se ter dado a obra X ao grupo Y, e as razões para os outros terem sido preteridos. Diz-se que os países nórdicos têm muita esta cultura e que desconfiam da forma como aplicamos os dinheiros comunitários...

Penso que em 2021 foi aprovada legislação que obriga os deputados e os detentores de cargos públicos a revelarem se pertencem a associações secretas e a clubes desportivos. Em 2021, Manuel Soares, então presidente da Associação Sindical de Juízes, assumia que os seus colegas não deviam pertencer à maçonaria nem à Opus Dei. Estando na origem destas associações secretas ‘fazer o bem’, não vejo a razão para que não saibamos quem pertence a quê. 

Quando se diz que as associações secretas, à semelhança dos grandes escritórios de advogados, controlam o aparelho de Estado - muito se fala sobre a sua importância nos grandes negócios ou nos trabalhos encomendados pelo Estado, quando no seu interior têm funcionários competentes - seria interessante ver o Executivo de Luís Montenegro optar pela transparência total. A começar pela assunção de pertencerem às tais sociedades ditas secretas.

P. S. O resultado das eleições autárquicas turcas são um sinal de esperança para o mundo. Pode ser que o caminho do fundamentalismo que Erdogan desejava seja travado pelos valores da liberdade e da democracia.

Os comentários estão desactivados.


×

Pesquise no i

×
 


Ver capa em alta resolução

iOnline