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Cat Janice. A artista que emocionou o mundo

Cat Janice. A artista que emocionou o mundo

Sara Porto 03/03/2024 17:00

1993-2024. Quando a música não salva, mas ajuda

Por que Deus permite que as mães se vão embora?/ Mãe não tem limite/ é tempo sem hora/ luz que não apaga/ quando sopra o vento e chuva desaba/ veludo escondido na pele enrugada/ água pura, ar puro, puro pensamento/ Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio /Mãe, na sua graça, é eternidade», escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade. São eternidade, mas não ficam para a eternidade. E, infelizmente, não partem apenas quando têm a pele enrugada.

Há meses que a sua história tem emocionado o mundo. Cat Janice, a cantora americana que editou músicas para garantir o futuro do filho, morreu na quarta-feira, aos 31 anos. Recorde-se que a artista ficou conhecida nas redes sociais quando lançou a música Dance You Outta My Head para dedicar ao pequeno Loreen. Sofria de um sarcoma no pescoço que desenvolveu metástases aos ossos, tecidos, tendões e nervos, tal como informou a família. «A minha derradeira alegria seria se guardassem a minha canção Dance you outta my head, que está na minha biografia nas redes sociais, e a ouvissem, porque todos os lucros vão diretamente para o meu filho de sete anos que vou deixar», escreveu Janice nas redes sociais quando lançou a canção. «Estou a deixar todas as receitas para o meu filho, que tem muitas aptidões musicais, na esperança de lhe dar o impulso musical de que precisará mais tarde na vida», explicou.

Segundo o Daily Mail, em janeiro de 2022 surgiu o primeiro diagnóstico: a cantora identificou um caroço no pescoço e, depois de alguns exames, percebeu que se tratava de um tumor maligno raro. Seguiu-se então uma cirurgia com o objetivo de o remover e vários ciclos de quimio e radioterapia. Seis meses depois, os médicos informaram-na que estava livre do cancro. Mas, infelizmente, no ano passado, voltou a ser diagnosticada com a doença, desta vez no pulmão. Ao contrário do que havia acontecido anteriormente, as notícias agora não eram animadoras, já que não havia cura. Foi no sábado passado, dia 10 de fevereiro, que deu entrada na unidade de Cuidados Paliativos. Os tratamentos já não estão a resultar…

Morreu «na casa onde passou a infância e rodeada pela família». «A Catherine entrou pacificamente na luz e no amor do Criador», escreveram os seus em comunicado.

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