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Rui Tavares quer salário mínimo nos 1.150 euros

Rui Tavares quer salário mínimo nos 1.150 euros

Daniela Soares Ferreira 22/02/2024 22:27

O Livre quer o salário mínimo nacional nos 1.150 euros em 2028 e defende a criação de uma ‘herança social’. Nas redes sociais, Rui Tavares vai mostrando aos seus seguidores o que pretende e qual a sua posição.

Fundou o Livre e nunca foi muito polémico. Mas é assertivo, de ideias fixas. O programa do Livre às eleições legislativas de 10 de março é ambicioso e conta mais mais de 150 páginas. E há novidades neste programa. Rui Tavares defende a criação da “herança social”, que acaba por ser uma espécie de conta-poupança que tem como objetivo combater desigualdades. A ideia é “introduzir instrumentos novos, como a herança social”, para que “na próxima legislatura esteja no centro do debate e que seja modelizada pelas entidades públicas em Portugal – Ministério da Segurança Social, em conjunto com a academia e a sociedade civil –, para perceber se é através de uma conta-poupança que é criada para cada um e cada uma que nasçam em Portugal, se é com certificados de aforro ou se é através do imposto sobre as grandes heranças”.

Segundo o líder do Livre, esta medida vai combater as desigualdades sociais para que, “entre os 18 e os 35 anos”, os cidadãos possam ter acesso a este mecanismo “adaptado às condições financeiras das suas famílias”. E vão assim dar possibilidade a essas pessoas de terem “um plano de estudos, abrir um pequeno negócio, vários amigos juntarem-se e abrirem uma empresa nova ou pagar ou ajudar a pagar a entrada para uma casa”.

No que diz respeito ao salário mínimo nacional, o Livre é o partido mais ambicioso e propõe que seja de 1.150 euros em 2028. Mas quer também igualar o suplemento por serviço e risco da PSP e GNR ao suplemento de missão da PJ e alcançar 10% de habitação pública.

Destaque ainda para a revisão das taxas e escalões do IRS, “da atualização do valor de referência do mínimo de existência e da dedução específica, garantindo que não há um agravamento fiscal indireto pelo facto de a inflação não ser incorporada nos limites dos escalões e deduções das famílias”.

O Livre adianta que quer ainda “planear a convergência das pensões de valor reduzido com o salário mínimo nacional até ao final da legislatura” e também “rever a fórmula de cálculo das pensões da segurança social, através do fator de sustentabilidade, desagravando este fator de forma a reduzir a penalização antecipada”.

O partido de esquerda mostra ainda a sua preocupação com a habitação e promete “proteger e alargar o direito à habitação”. Para isso, propõe alcançar 10% de habitação pública, assegurar a ajuda à compra da primeira casa, implementar e alargar a Nova Geração de Cooperativismo para a Promoção de Habitação Acessível, inventariar e reabilitar o parque imobiliário público, aumentar o número de vagas em residências universitárias e o apoio social ao alojamento de estudantes do ensino superior deslocados,  criar o ‘Balcão da Habitação’, reforçar a capacitação técnica dos serviços do Estado que trabalham sobre a habitação,  efetivar o Fundo de Emergência para a habitação, aumentar os apoios para os arrendamentos, entre outros.

No que diz respeito à saúde, por exemplo, quer “rever a remuneração de todos os profissionais de saúde”.

Olhando para os cartazes colocados um pouco por todo o país, o Livre aposta na cor verde – cor que o identifica – e no lema ‘Contrato com o futuro’. E garante que as propostas são para “um Portugal mais justo, verde e sustentável”, como, aliás, sempre primou o partido.

Apesar de não ser muito ativo nas redes sociais – partilhando maioritariamente vídeos dos debates –, Rui Tavares vai atualizando os seguidores, mostrando aquilo que defende e o que quer para o país. E, para dar uma ‘achega’ de vez em quando. No Facebook, por exemplo, conta com mais de 16 mil seguidores. No Instagram parece ser mais ativo, embora o género de publicações sejam as mesmas. Conta com quase 22 mil seguidores e é o local onde partilha as suas ideias e debates. Uma das ideias que partilha e que quer para o país é a da semana de quatro dias de trabalho.

Numa publicação na semana passada, resumiu em poucas palavras o que pretende nestas legislativas – “O Livre diz ao que vem: se houver maioria à esquerda, somos parte da solução, se não, somos parte da oposição”

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