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Perto de metade dos portugueses que poupam só consegue amealhar até 100 euros por mês

Perto de metade dos portugueses que poupam só consegue amealhar até 100 euros por mês

Jornal i 20/02/2024 11:46

Estudo da XTB revela ainda que, em Portugal, dois em cada três habitantes, com 18 a 80 anos, conseguem poupar ao final do mês.

Em Portugal, dois em cada três pessoas admite que consegue poupar ao final do mês. Esta é uma das principais conclusões do mais recente estudo sobre os hábitos de poupança e investimento em Portugal, realizado pela Netsonda para a XTB, que acrescenta que estes 65% de indivíduos são sobretudo homens, numa faixa etária entre os 18 e os 29 anos de idade, tendo formação académica (mestrado ou mais) e com um nível médio a alto de literacia financeira.

Os dados mostram ainda que, entre os inquiridos que afirma que conseguem poupar, 90% indica que consegue poupar até 500 euros por mês e 44% indica que poupa até 100 euros por mês.

Segundo o estudo, no que diz respeito aos objetivos de poupança, para a maioria fazer uma viagem é um dos principais objetivos de curto prazo, seguido da compra de um automóvel. “Por outro lado, e em termos de objetivos de longo prazo, a criação de um pé-de-meia e a preparação para a reforma são os dois principais motivos para poupar”, diz a XTB.

Em termos de perfil, o inquérito realizado para XTB demonstra que, mensalmente, são os homens que conseguem poupar mais (53%). Além disso, é entre os 18 anos e os 54 anos “que estão as pessoas que afirmam ter uma maior capacidade para poupar, sendo que, dentro deste intervalo, os inquiridos entre os 30 e os 44 anos de idade são quem indica que consegue poupar uma maior quantia por mês”.

Olhando para o nível de escolaridade, é entre os licenciados e outros níveis académicos que estão quem mais poupa. Quanto ao nível de literacia, 65% considera ter um nível médio.

Além disso, 35% dos inquiridos revela não ter capacidade de poupança “e as principais causas estão associadas a um elevado custo de vida e a salários baixos”.

Investimento em Portugal

Neste inquérito, pouco mais de metade (56%) dos inquiridos revela que já investiu o seu dinheiro. Por outro lado, dos inquiridos que investem, dois em cada cinco refere que faz investimentos de forma recorrente, sendo que metade destes são feitos periodicamente, ou seja, pelo menos mensalmente.

“Além disso, cerca de metade dos participantes indicou que investe há mais de três anos. Com os investimentos que realizam, para a maioria dos investidores, a prioridade é assegurar preservação do capital investido”, revelam os dados.

Em números, a grande maioria dos inquiridos (64%) referiu investir até 5.000 euros por ano, enquanto que 22% investem entre 5.000 a 10.000 euros. Já 9% dos inquiridos investe entre 10.000 euros e 30.000 euros e 3% investe entre 30.000 euros e 60.000 euros. “Apenas uma pequena fração inferior a 1% investe até 100.000 euros 3% diz investir mais de 100.000 euros por ano”.

Mas há mais dados. “Os inquiridos revelaram ainda que os investimentos são, sobretudo, realizados e executados através de bancos”. No entanto, “a maior parte dos investidores prefere confiar nos próprios conhecimentos na hora de investir, recorrendo também aos bancos e às corretoras como fonte de informação para a tomada de decisão em investimentos”.

Na hora de investir, revelam os números, cerca de três em cada cinco inquiridos indicou que, o valor médio que canaliza para investimentos está entre os mil e os 5 mil euros por ano. “Por outro lado, e na atual conjuntura, há uma ligeira preferência pelo investimento em mercados financeiros (55%) face ao imobiliário e há um maior interesse em investimentos a médio prazo – um a três anos - em vez de curto”.

O estudo realizado para a XTB adianta também que, entre os inquiridos que revelaram não ser investidores, “os principais motivos identificados é a falta de capital, o medo de perder o dinheiro que têm e, em terceiro lugar, a falta de conhecimentos”. Ainda assim, “entre estes inquiridos, 68% admite que já pensou em investir”. No entanto, adiantam os dados, “não fizeram por, sobretudo, dois motivos: inexistência de capital suficiente e a opção de guardar o dinheiro”.

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