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Madeira. Aceite a demissão de Miguel Albuquerque

Madeira. Aceite a demissão de Miguel Albuquerque

Jornal i 05/02/2024 18:00

Esta decisão surge depois de Miguel Albuquerque ter sido constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção na região.

 

Miguel Albuquerque vai deixar a Presidência do Governo Regional da Madeira, depois de a demissão ter sido aceite esta segunda-feira pelo representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto.

“Apresentei a minha demissão ao senhor representante da República, essa demissão foi aceite, será publicada hoje e compete agora ao senhor representante, no quadro do Estatuto (Político Administrativo da Região Autónoma da Madeira) ouvir os partidos políticos e depois tomar uma decisão”, afirmou Miguel Albuquerque, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com Ireneu Barreto, no Funchal.

O também líder do PSD/Madeira acrescentou que, a partir de agora, o executivo ficará em gestão, enquanto não for nomeado o seu sucessor à frente do Governo Regional. E afirmou: “Fico num Governo de gestão enquanto não houver substituição do presidente do Governo”, referiu.

Esta decisão surge depois de Miguel Albuquerque ter sido constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção na região e o representante da República para a Madeira vai “de imediato” começar a ouvir os partidos com assento na Assembleia Legislativa com o objetivo de encontrar “a melhor solução para a atual situação política”. 

Ireneu Barreto fez questão de salientar que a sua “principal preocupação” tem sido “salvaguardar a estabilidade económica e social da região autónoma”, pelo que considera que teria sido “muito importante a aprovação do Orçamento Regional antes de concretizada a presente demissão”.

Recorde-se que a Madeira realizou eleições para a Assembleia Legislativa Regional em 24 de setembro, pelo que uma eventual dissolução pelo Presidente da República só poderá ocorrer depois de 24 de março, segundo a lei, que impede os parlamentos de serem dissolvidos durante seis meses após eleições.

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