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Junts puxa o tapete a Pedro Sánchez

Junts puxa o tapete a Pedro Sánchez

AFP Gonçalo Nabeiro 02/02/2024 18:45

Partido separatista catalão cumpriu a ameaça de chumbar a Lai da Amnistia, por considerar que não ia ao encontro do acordo fechado com o líder do PSOE.

A polémica Lei da Amnistia foi chumbada na Câmara dos Deputados de Espanha na passada terça-feira. A amnistia foi uma das armas com que o presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, logrou a sua mais recente investidura. Isto porque não conseguia atingir a maioria na Câmara sem o apoio de dois pequenos partidos separatistas catalães: o Junts per Catalunya e o Esquerra Republicana de Catalunya. A promessa da amnistia a crimes cometidos em 2017, aquando da realização do referendo ilegal da independência catalã, divide os espanhóis desde o início, ainda que o presidente do Governo tenha garantido que seria necessário para a governabilidade e para a convivência.

 

As confusões de Sánchez

O mesmo Sánchez que, em 2019, defendia que «ninguém está acima da lei», procedendo à caracterização de Carles Puigdemont, o líder do Junts, como «foragido da justiça», aclama agora, imutavelmente, que deveria ser amnistiado. O mesmo Sánchez que assume liderar um Governo progressista, que serve de garante à convivência entre espanhóis, afirmou no seu discurso de investidura que iria «erguer um muro de democracia» contra forças políticas (PP e VOX) que representam atualmente 45% do eleitorado espanhol. E o mesmo Sánchez que se diz determinado a combater a «ultradireita» está agora dependente da vontade do líder de um partido desse quadrante.

 

À deriva

A incerteza e a deriva política são indissociáveis do Governo incumbente, e prova disso foi a votação da Lei da Amnistia, na passada terça-feira. O Junts, um dos partidos que mais beneficiará com a legislação, ‘puxou o tapete’ a Pedro Sánchez, cumprindo a ameaça e considerando que a proposta não vai ao encontro das exigências estabelecidas. Com este chumbo, a iniciativa voltará à Comissão de Justiça para sofrer alterações e regressar à Câmara dos Deputados para nova votação.

Se dúvidas havia, fica evidente que Puigdemont, fugido na Bélgica e líder de um partido que representa apenas 1,6% dos votantes espanhóis, é o maestro da orquestra que é o novo Governo do PSOE.

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