01/03/2024
 
 
Mais de 53 mil novos apartamentos em suspenso nos últimos 5 anos

Mais de 53 mil novos apartamentos em suspenso nos últimos 5 anos

Jornal i 02/02/2024 13:22

Deram entrada nas autarquias de todo o Continente pedidos para o licenciamento de 128.800 novos apartamentos, entre 2019 e 2023.

Deram entrada nas autarquias de todo o Continente pedidos para o licenciamento de 128.800 novos apartamentos, entre 2019 e 2023, revela a Confidencial Imobiliário. Os mesmos dados indicam que deste universo de apartamentos projectados apenas 59%, num total de mais de 75.550 fogos, foram efetivamente licenciados e entraram em obra, ficando em suspenso uma fatia de 41% da oferta potencial, num total de 53.200 apartamentos.

“Esta bolsa de oferta não concretizada equipara com o volume de apartamentos concluídos no mesmo período, e os quais foram totalmente absorvidos pela procura. De acordo com a análise da Confidencial Imobiliário, entre 2019 e 2023 terão sido concluídos 48.900 novos apartamentos no país, estimando-se que tenham sido totalmente vendidos, de acordo com as projeções de transações realizadas a partir da base de dados do SIR-Sistema Residencial. Tal significa que, nos últimos cinco anos, teria sido possível duplicar a nova oferta residencial”, diz em comunicado.

Os dados resultam de uma análise da Confidencial Imobiliário aos dados dos pré-certificados emitidos pela ADENE, que refletem as intenções de investimento da promoção imobiliária, e os dados do licenciamento de habitação do INE-Instituto Nacional de Estatística.

“Estes dados mostram que há um hiato muito relevante entre as intenções de investimento e a obra efetivamente lançada. Para mais, este hiato tem vindo a agravar-se a cada novo ano, de tal forma que o rácio entre obras, que nos são dadas pelas licenças emitidas, e os projetos com pedido de licenciamento, dados pelos pré-certificados, reduziu-se de 74% em 2021 para 53% em 2023”, comenta Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário.

“O congelamento de uma fatia tão importante da oferta planeada reflete, sobretudo, o ciclo de instabilidade dos últimos anos, marcado pela pandemia, a guerra, a inflação, o aumento dos juros e, a nível nacional, o pacote Mais Habitação, contexto que, na prática, significou tirar 53 mil novos apartamentos ao mercado. Esta tem sido uma situação especialmente marcante no último ano, conforme mostra o inquérito Portuguese Investment Property Survey, que fazemos em parceria com a APPII, e cuja mais recente edição revela que a instabilidade e riscos políticos foram os fatores que mais se agravaram e penalizam o aumento da oferta em 2023. Ao mesmo tempo que a falta de procura surge como a menor das preocupações do setor” conclui ainda Ricardo Guimarães.

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