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Direito de resposta do iiBGroup

Direito de resposta do iiBGroup

Farah Sayeed 02/02/2024 10:10

A edição de 26 de janeiro de 2024 do semanário Nascer do Sol faz uma série de afirmações falsas e insinuações infundadas que levam os leitores a fazer suposições incorretas sobre as práticas de uma instituição bancária. O iibGroup, por considerar que este artigo afeta indevidamente a sua credibilidade e transparência, ao abrigo do disposto nos artigos 26.°, n.º 6, 24.°, n.ºs 1 e 2 e 25° da Lei da Imprensa, vem por este meio exercer o seu direito de resposta e prestar um conjunto de esclarecimentos. Na primeira página da edição do semanário Nascer do Sol de 26 de janeiro de 2024 lê-se «árabes excluídos pelo BdP querem comprar banco BCA à CGD». Nas páginas 18 e 19 da referida edição, um artigo assinado pela jornalista Sónia Peres Pinto, intitulado «Cabo Verde: grupo árabe quer comprar banco da CGD», tendo o artigo sido replicado nas edições online dos jornais SOL e i e respetivas redes sociais.

O iibGroup é um banco privado sediado no Bahrein, detido por investidores privados com cidadania britânica, reconhecidos no mundo financeiro pelo seu trabalho inovador.

Há seis anos que o iibGroup tem uma presença forte e bem-sucedida em Cabo Verde. Em julho de 2018, adquiriu um banco em risco de falência, o Banco Internacional de Cabo Verde, e reestruturou toda a sua operação. Hoje, o iibCV (antigo Banco Internacional de Cabo Verde) é o terceiro maior banco por ativos, com o maior retorno dos capitais, com maior solvência, maior eficiência por colaborador e menor proporção de créditos malparados. Líder em trade finance, sobejamente reconhecido pelas práticas remuneratórias e valorização das suas pessoas, é o único banco com uma obrigação listada internacionalmente junto da prestigiada bolsa sustentável do Luxemburgo.

Ao contrário do que sugeria o artigo aqui publicado, de forma especulativa e infundada, nunca os stakeholders do iibGroup revelaram – formal ou informalmente – qualquer preocupação relativa às origens da instituição ou ao trabalhado executado pelas suas equipas. Por essa razão, seguro da sua conduta e da forma como esta é reconhecida por clientes e parceiros de negócio, o iibGroup não só reafirma a sua estratégia de crescimento como se reserva o direito de realizar novas operações nas geografias que entender relevantes.

A insinuação de que o Banco de Portugal rejeitou a proposta do iibGroup para a aquisição do Efisa e do BPG é falsa. Foi decisão do próprio iibGroup retirar a proposta, considerando os obstáculos burocráticos causados pela pandemia e que, na avaliação do grupo, conduziram à deterioração da qualidade dos ativos do Efisa e do BPG. O iibGroup não foi excluído do negócio, escolheu abandoná-lo.

O artigo publicado a 26 de janeiro revela desconhecimento sobre o mercado de Cabo Verde e o setor financeiro. A concessão de crédito à economia pode ser realizada através de diversos instrumentos. Conforme demonstrado nos relatórios e contas auditados do IIBCV, em 2019 a carteira de crédito concedido (crédito por desembolso e obrigações) totalizou 49 milhões de euros. No decorrer da pandemia o valor aumentou significativamente, atingindo 70 milhões, 125 milhões e 160 milhões de euros nos anos de 2020, 2021 e 2022, respetivamente. Este aumento refletiu o firme compromisso do banco em estender o seu suporte financeiro durante um período desafiador, expandindo agressivamente a sua posição de financiamento à economia de Cabo Verde.

Neste contexto, o IIBCV ampliou a sua carteira de concessão de crédito, principalmente por meio de instrumentos de mercado de capitais, como as obrigações, garantindo uma estrutura de ativos mais adequada à sua estratégia e modelo de negócio. Prova-se a adequabilidade da liquidez associada a estes ativos quando os mesmos são aceites pelo Banco Central de Cabo Verde no âmbito das Operações Monetárias de Financiamento (OMF), vulgarmente denominadas por Repos, linhas estas também disponibilizadas pelo Banco Central Europeu. O IIBCV utilizou-as, tal como outros bancos, expandindo a sua carteira de obrigações no mercado acima do valor das referidas linhas, assegurando que a utilização dos fundos decorresse da concessão de financiamento do IIBCV a agentes económicos locais. Esta ação conduziu também à diminuição das taxas de juros ativas das emissões de dívida realizadas em bolsa nos últimos quatro anos, com benefício para o serviço de dívida público e para os privados.

O IIBCV posiciona-se como um banco internacional de investimento, cedendo e tomando liquidez em diversas moedas, no âmbito da sua gestão ativa de tesouraria, acautelando standards, boas práticas e vertentes regulatórias. É um banco com uma das mais extensas redes de correspondentes em Cabo Verde, com quem estabelece negócios recorrentes, através de operações de monetário, Swaps, Repos, entre outras.

Na sua estrutura de balanço, o IIBCV capta um maior volume de recursos a não residentes por comparação aos ativos concedidos a não residentes, valor líquido que ronda 20 milhões de euros. O IIB cumpre, assim o seu posicionamento enquanto banco internacional, sendo um veículo de captação de recursos no exterior aplicados na economia local.

O iibGroup, diante do trabalho veiculado neste jornal em 26 de janeiro, não se identifica com o conteúdo publicado. Tal material, carente do exercício do contraditório, princípio fundamental do jornalismo sério e comprometido com a verdade, levanta sérias dúvidas sobre as suas motivações e fontes. A motivação para publicar um conteúdo desta natureza, falso e desprovido de qualquer fundamento, reflete as intenções de pessoas e instituições concorrentes, que buscam manchar a reputação desta instituição. Tais indivíduos, à falta de coragem para se expressarem abertamente e através dos canais adequados, optam por se esconder por detrás de estratégias desonestas, como aquela evidenciada nesta situação. O iibGroup, pautado pela transparência e honestidade que sempre caracterizaram sua atuação, em defesa de seus colaboradores, clientes e demais stakeholders, continuará a refutar a utilização de estratégias semelhantes e a trabalhar com base nos melhores standards e boas práticas. 

 

Best Regards,

Farah Sayeed
Director - Brands & Marcom

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