23/04/2024
 
 
Cartaz de Jesus Cristo da Semana Santa de Sevilha causa polémica

Cartaz de Jesus Cristo da Semana Santa de Sevilha causa polémica

Jornal i 30/01/2024 14:05

A polémica foi gerada nas redes sociais, depois de diversos utilizadores, e uma associação católica conservadora, terem defendido que o cartaz tem um caráter "sexualizado".

O cartaz oficial das celebrações da Páscoa em Sevilha, Espanha, de Salustiano García, foi apresentado, este sábado, estando nele representado Jesus Cristo ressuscitado, com um pano branco, que o cobre da cintura para baixo.

O cartaz, de acordo com a organização, que reúne as irmandades da cidade, que participam nas procissões da Semana Santa, mostra “a parte luminosa da Semana Santa”, no “mais puro estilo deste prestigiado pinto”.  

A polémica foi gerada nas redes sociais, depois de diversos utilizadores, e uma associação católica conservadora, terem defendido que o cartaz tem um caráter “sexualizado”.

O Instituto de Política Social, uma instituição que defende os símbolos cristãos, considera que a imagem é “uma verdadeira vergonha e aberração”, afirmando que a figura de cristo é “afeminada”. A instituição pede a remoção do cartaz, e um pedido de desculpas por parte do artista, reivindicando ainda que este cartaz não se enquadra no espírito da Semana Santa.  

Já Javier Navarro, líder do Vox, partido da extrema-direita espanhola, defendeu que o objetivo do cartaz era provocar, acabando por se distanciar do objetivo principal, de “encorajar a participação devota dos fiéis na Semana Santa de Sevilha”, num país que é considerado um dos mais católicos do mundo.

O autor do cartaz, Salustiano García, em declarações ao jornal espanhol ABC, explicou que a sua criação é “gentil, elegante e bonita”, e assegura que foi criada com respeito por aquilo que representa.

“É preciso estar doente pra ver sexualidade no meu Cristo” sustenta o artista, sendo que não há nada no cartaz que “não esteja representado em obras de arte de há vários séculos”.

O líder do PSOE na Andaluzia, Juan Espadas, defendeu o cartaz e o autor, condenando “as expressões de homofobia e ódio” a que deu origem.

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