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Comprar ou arrendar? A difícil escolha num mercado de preços altos

Comprar ou arrendar? A difícil escolha num mercado de preços altos

Dreamstime Sónia Peres Pinto 04/01/2024 08:12

Nem sempre é fácil encontrar a melhor solução aos melhores preços face aos valores que são praticados no mercado nacional. A par dos valores há que contar ainda com outros fatores, nomeadamente psicológicos.

Comprar ou arrendar casa? A resposta não é fácil, tendo em conta os preços que continuam a ser praticados no mercado imobiliário, principalmente nas grandes cidades. De acordo com os últimos dados do Instituto Nacionalista de Estatística (INE), no segundo trimestre deste ano as rendas fixaram-se, a nível nacional, num valor mediano acima dos sete euros por metro quadrado, pela primeira vez desde que há registo. Já o número de novos contratos de arrendamento é dos mais baixos registados durante um trimestre.

Segundo os dados do mesmo organismo, o número de novos contratos de arrendamento (num total de 20 750), registou um decréscimo face ao segundo trimestre de 2022 de 1,2% e é um dos mais baixos já registados durante um trimestre.

Por seu lado, o valor que os bancos avaliam as casas antes de concederem financiamento caiu cinco euros em outubro face a setembro, para 1 536 euros por metro quadrado, ficando 8,2% acima de outubro de 2023, informou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A somar a estes valores há que contar ainda com a subida de juros que não pára de aumentar e que afeta tanto quem já contraiu um crédito à habitação ou para quem está a pensar em pedir um empréstimo. Segundo o gabinete de estatística, o pagamento de juros representou, em novembro, 61% da prestação média do crédito à habitação, quando há um ano essa proporção era de 29%. Em novembro, considerando a totalidade dos contratos de crédito à habitação em Portugal, a prestação média era de 396 euros, mais quatro euros do que em outubro e mais 108 euros que em novembro de 2022 (um aumento de 37,5%).

Face a este cenário de aumentos, o Banco de Portugal pretende aliviar a concessão de créditos (ao consumo e à habitação) através da redução da taxa de stress que os bancos têm de aplicar. Se atualmente as instituições financeiras têm de simular uma subida de taxas de 300 pontos base nos empréstimos a mais de 10 anos, vão passar a ter de simular uma subida de metade desse valor, ou seja, de 150 pontos base (1,5%).

A ter em conta Apesar de os valores variarem de região para região, há um traço comum: no final do mês, mesmo contando com os custos dos impostos, seguros, comissões e juros associados aos empréstimos junto da banca, arrendar custa geralmente sempre mais do que comprar. E, a par do valor, há que contar também com a questão psicológica.

Muitos portugueses valorizam a segurança da compra: findo o contrato de crédito, há a garantia de que a casa passa para as suas mãos. Já no arrendamento, apesar dos direitos de renovação, o inquilino pode, um dia, ser convidado a sair pelo senhorio. Além disso, por mais rendas que pague, nunca será proprietário do imóvel.

E há vários fatores a ter em consideração. Por exemplo, o arrendamento pode ser a solução ideal para quem está em início de carreira e que pretende sair de casa dos pais ou não tem rendimentos para comprar. Também a mobilidade é apontada como uma das vantagens desta opção. Ou seja, ela permite mudar de casa com facilidade dada a duração dos contratos, e não precisa de esperar por um bom negócio para vender, como ocorre com os proprietários.

Há outros critérios a ter em conta para tomar a melhor decisão. No caso do arrendamento, precisa de pagar a renda mensalmente – inicialmente, terá de pagar uma renda como adiantamento, que serve de caução – e o valor das obras, consoante o que for acordado com o senhorio. Já no caso da compra terá, na maioria dos casos, de recorrer a um empréstimo bancário, uma vez que, as instituições financeiras não concedem empréstimos pelo valor total de compra ou avaliação.

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