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Fim da guerra da Ucrânia condicionado ao alcance dos objetivos pela Rússia

Fim da guerra da Ucrânia condicionado ao alcance dos objetivos pela Rússia

Jornal i 14/12/2023 13:24

O presidente russo disse que o exército tem 617 mil efetivos destacados na Ucrânia

O presidente russo condicionou esta quinta-feira o fim da guerra contra a Ucrânia ao alcance, por parte de Moscovo, dos objetivos iniciais da invasão ao país vizinho em fevereiro de 2022. 

“Lembro-vos do que temos vindo a falar: a desnazificação e a desmilitarização da Ucrânia, o seu estatuto de neutralidade”, declarou Vladimir Putin Putin na sua conferência de imprensa anual em Moscovo. A solução “será negociada ou alcançada pela força”, acrescentou.

O presidente da Rússia assegurou que os objetivos iniciais da ofensiva lançada há quase dois anos se mantêm e insistiu que “haverá paz quando tivermos atingido os nossos objetivos”.

Putin, que anunciou recentemente a intenção de se candidatar a um novo mandato em março de 2024, afirmou ainda que não está prevista, para já, uma nova mobilização militar na Rússia depois da do outono de 2022, salientando que 486 mil soldados foram recrutados voluntariamente este ano.

O presidente russo disse ainda que o exército tem 617 mil efetivos destacados na Ucrânia, fornecendo pela primeira vez uma estimativa precisa das forças atualmente envolvidas na guerra e que cerca de 244 mil dos efetivos no terreno são soldados que foram chamados a combater ao lado de militares profissionais.

Em setembro de 2022, Putin ordenou uma mobilização militar parcial de 350.000 reservistas para reforçar as forças na Ucrânia, dando origem a protestos e à fuga de milhares de russos em idade militar para o estrangeiro. O líder russo não revelou o número de baixas desde o início da invasão, mas as estimativas apontam para 315.000 soldados russos feridos ou mortos.

Ainda sobre o conflito, culpou o Ocidente pelas suas “aspirações de se aproximarem das nossas fronteiras” e afirmou que os “russos e os ucranianos são essencialmente um só povo e o que estamos a testemunhar agora é uma grande tragédia que se assemelha a uma guerra civil entre irmãos de lados opostos. E nem sequer é culpa deles, todo o sudeste da Ucrânia sempre foi pró-Rússia”. .

Putin afirmou também que que a Rússia está suficientemente confiante para “seguir em frente” apesar das sanções económicas, da guerra contra a Ucrânia e do confronto com o Ocidente e que o país tem “margem de segurança suficiente” devido à consolidação da sociedade russa, à estabilidade do sistema financeiro e económico e “às crescentes capacidades militares” do país.

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