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PJ "ainda não foi chamada" a intervir no caso das gémeas

PJ "ainda não foi chamada" a intervir no caso das gémeas

Jornal i 11/12/2023 13:18

Luís Neves ressalvou que a Polícia Judiciária não costuma falar dos temas que estão ou não em investigação.

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, assegurou, esta segunda-feira, em declarações aos jornalistas no final de uma conferência organizada, pela força de segurança, sobre o combate à corrupção, que a PJ “ainda não foi chamada” para a investigação do caso das gémeas.

O dirigente deixou ainda a ressalva de que a PJ não costuma falar dos temas que estão ou não em investigação.

Luís Neves sublinhou que a PJ está “sempre disposta a receber as investigações que são da sua esfera de competência ou quando deferidas pela procuradora-geral da República” e admitiu que a “PJ hoje e nos próximos anos estará muito mais capacitada de ter qualquer investigação e de assumir por completo as suas competências”.

“Isto é válido agora e no futuro” considerou o diretor nacional, acrescentando que a força de segurança passou “um período trágico relativamente à afetação de meios e ao investimento que não foi feito na PJ”, porém “a partir de 2019/2020 esse investimento regressou à instituição e isso permite-nos recrutar muitos profissionais, inspetores e peritos”, declarou.

O aumento de investimento permitiu, não só, um aumento do número de efetivos, com novos inspetores e peritos para a área tecnológica, mas também para melhoria das condições dos trabalhadores da PJ.

“Há muitos anos que tínhamos necessidade de ver os direitos e regalias dos nossos trabalhadores revistos. Estamos em perda há décadas face a alterações legislativas. Ainda há menos de seis meses tínhamos as horas de trabalho dos nossos profissionais, nos piquetes e prevenções fora de horas, a menos de três euros. Valor absolutamente indigno quando estamos a tratar de gente altamente preparada”, lembrou o diretor nacional da PJ.

Por fim, questionado sobre se a Polícia Judiciária hoje estaria preparada para intervir numa investigação como a operação Influencer, Luís Neve esclarece que na “saudável autonomia”, o Ministério Público pode ou não “deferir uma determinada investigação”.

“A única coisa que esperamos é que esta investigação, como qualquer outra, possa chegar a bom porto e no fim seja descoberta a verdade dos factos”, acrescentou.

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