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Nas urgências hospitalares a crise continua

Nas urgências hospitalares a crise continua

Jornal i 01/12/2023 20:45

Esta sexta-feira, entre Leiria e o Algarve, apenas estão abertos três serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) indicou que a crise nas urgências hospitalares mantém-se depois do “mau acordo” do Governo. Esta sexta-feira, entre Leiria e o Algarve, apenas estão abertos três serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia.

De acordo com a FNAM o encerramento do serviço de urgência de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, deixou hoje toda a região entre Leiria e o Algarve apenas com os serviços de urgência desta especialidade no Hospital de Cascais, Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora, e a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa.

A presidente da FNAM, citada pela agência Lusa, considerou esta situação “uma realidade inédita” e de “extrema gravidade”. Segundo Joana Bordalo e Sá “há muitos outros serviços de urgência no país encerrados e outros funcionam com muita dificuldade”.

Segundo a dirigente, “isto tem muito a ver com o facto de não ter sido obtido um acordo muito satisfatório”, sublinhando que a “a crise nos serviços de urgência mantém-se e é lamentável que o Governo não tenha conseguido resolvido o problema”. A presidente da FNAM frisou que os médicos “continuam descontentes e este é o resultado”, referindo-se à crise nos serviços de urgência que se mantém de norte a sul do país.

Na quarta-feira, o Ministério da Saúde chegou a um acordo intercalar com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), em que prevê um aumento de 14,6% para os assistentes hospitalares com horário de 40 horas, de 12,9% para os assistentes graduados e de 10,9% para os assistentes graduados seniores.

Para os médicos internos, que estão em formação especializada, o aumento é de 15,7% para os internos do quarto ano e seguintes, de 7,9% para os médicos que estão a frequentar o primeiro, segundo e terceiro anos da especialidade e de 6,1% para os internos do ano comum.

A FNAM não assinou o acordo, considerando que os valores ficam “muito aquém” e que é “um mau acordo para os médicos”.

 

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