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Biden assegura que EUA estarão mais seguros se ajudarem Ucrânia e Israel

Biden assegura que EUA estarão mais seguros se ajudarem Ucrânia e Israel

Jornal i 20/10/2023 09:18

Biden vai pedir ao Congresso, esta sexta-feira, pelo menos 60 mil milhões de dólares (cerca de 56,7 mil milhões de euros) para a guerra na Ucrânia, 14 mil milhões de dólares (13,2 mil milhões de euros) para Israel e 14 mil milhões de dólares para a fronteira dos Estados Unidos.

Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), anunciou, esta quarta-feira, que vai enviar ao Congresso um pedido “urgente” para financiar “necessidades de segurança nacional”, assegurando que os EUA estarão mais seguros se ajudarem Israel.

Num discurso em horário nobre e transmitido em direto pelas principais redes de televisão do país, Joe Biden, no Salão Oval da Casa Branca, defendeu ser “um investimento inteligente que pagará dividendos à segurança americana durante gerações" e que a liderança americana é o que mantém o mundo unido" e as alianças que tem com outros países mantêm os norte-americanos "seguros na América".

O chefe de Estado norte-americano, explicou ainda que “os valores americanos são o que nos tornam uma nação parceira, com a qual desejam trabalhar. Colocar tudo isso em risco -- afastarmo-nos da Ucrânia, virarmos as costas a Israel -- simplesmente não vale a pena".

A imprensa norte-americana avança que, no pedido “urgente” de financiamento, Biden vai pedir ao Congresso, esta sexta-feira, pelo menos 60 mil milhões de dólares (cerca de 56,7 mil milhões de euros) para a guerra na Ucrânia, 14 mil milhões de dólares (13,2 mil milhões de euros) para Israel e 14 mil milhões de dólares para a fronteira dos Estados Unidos.

Joe Biden, apelou ainda à ajuda para “manter as tropas americanas fora de perigo” e para “construir um mundo mais seguro, mais pacífico e mais próspero para os nossos filhos e netos”, não deixando de mostrar o seu claro objetivo de mobilizar a opinião pública, pressionado assim o Congresso, que está unido na necessidade de apoiar Israel, mas dividido em relação ao apoio à Ucrânia.

"Sei que temos as nossas divisões em casa. Temos que superá-las. Não podemos permitir que políticas mesquinhas e o partidarismo furioso atrapalhem a nossa responsabilidade como uma grande nação" acrescentou.

"A história ensinou-nos que quando os terroristas não pagam um preço pelo seu terror, quando os ditadores não pagam um preço pela sua agressão, eles causam mais caos e morte e mais destruição", sublinhou Biden.

O chefe de Estado aproveitou para abordar a raiva e a divisão que inflamaram as comunidades norte-americanas nos últimos dias, numa relação direta ao conflito entre Israel e o grupo islamita Hamas, denunciando o antissemitismo e também a islamofobia.

Biden referiu diretamente o homicídio no passado fim de semana de Wadea Al-Fayoume, um menino palestino-americano de seis anos esfaqueado até à morte pelo seu senhorio, como um exemplo de preconceito anti-muçulmano e anti-palestiniano que não pode ser tolerado.

"Eu vejo-vos, vocês pertencem aqui. E quero dizer isto a vocês: todos vocês são americanos", disse Biden, naquele que foi apenas o seu segundo discurso a partir do Salão Oval da Casa Branca desde que assumiu a Presidência norte-americana, em janeiro de 2021.

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