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Covid-19. Números de casos e de mortes baixam

Covid-19. Números de casos e de mortes baixam

AFP Maria Moreira Rato 06/10/2023 09:01

Apesar das boas notícias, o professor Manuel Carmo Gomes alerta: ‘O vírus não esteve a dormir’.

A Campanha de Vacinação Sazonal do Outono-Inverno 2023-2024 contra a gripe e a covid-19 arrancou no dia 29 de setembro em aproximadamente 3.500 pontos de vacinação por todo o país. O objetivo será vacinar 2,5 milhões de pessoas. Todas as pessoas que tenham atingido a idade de 60 ou mais anos podem visitar as farmácias locais quando desejarem. Todos os restantes cidadãos que devem ser vacinados serão contactados pelos seus centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS).

«Ao longo de todo o verão, tivemos covid. Houve um pico de 630 notificações diárias (média) no fim de agosto. Agora estamos com 350 por dia. Embora tenhamos descido ao longo de setembro, estamos bem acima das notificações de maio (200 a 300 por dia). A maioria das pessoas faz autoteste, mas não reporta os resultados. Sabemos os resultados de pessoas cujos testes são feitos em unidades de saúde ou farmácias, por exemplo», explica o epidemiologista Manuel Carmo Gomes, avançando que é natural que, com a conjugação de vários fatores, o número de infeções volte a subir. Em primeiro lugar, porque a maior parte das pessoas já foi vacinada há um ano ou foi infetada há bastante tempo. Por outro lado, o vírus não esteve a dormir: evoluiu bastante e existem subvariantes que fogem aos anticorpos que as pessoas têm. E as pessoas, no outono, passam mais tempo em espaços mal arejados.

«Ao contrário de outras doenças respiratórias, a covid-19 não desaparece no tempo quente. A 4 de outubro, estávamos com 168 pessoas internadas que tinham testado positivo: isto não significa que tenham sido internadas por causa da covid. Houve uma melhoria. Relativamente aos óbitos, houve um pico em torno de 10 por dia (média) em setembro, mas atualmente estamos com uma média de 5 por dia. O último relatório do INSA data de 26 setembro. A família de subvariantes XBB é totalmente dominante, destacando-se as descendentes XBB.1.9 (inclui a EG.5, que tem a alcunha Éris) e a XBB.1.16. As vacinas são eficazes para evitar infeção por estas subvariantes. Noutros países passa-se algo semelhante (domínio da grande família XBB), embora as descendentes que dominam (dentro da família XBB) variem um pouco entre países», sublinha, explicando que «com a vacinação, ficaremos mais protegidos por uns quatro meses, o que será ótimo».

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