27/03/2023
 
 
Silicon Valley Bank. Medina afasta risco e fala em robustez

Silicon Valley Bank. Medina afasta risco e fala em robustez

Sónia Peres Pinto 13/03/2023 19:11

Silicon Valley Bank anunciou falência na sexta-feira. Ministro das Finanças lembra que se trata de “um caso de um banco regional, muito especializado”. Analista fala em “erro de gestão”. 

O sistema bancário europeu está “sólido”. A garantia é dada por Fernando Medina depois da queda do Silicon Valley Bank (SVB). O ministro das Finanças considera que se trata de “um caso de um banco regional, muito especializado”, adiantando que as autoridades dos EUA “lidaram rapidamente com a situação e em força”.

Também o presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, lembrou que “não há exposição direta” do sistema bancário europeu a esta falência, mas acrescentou que o colapso do banco californiano é “um lembrete” para a necessidade de garantir a resiliência dos bancos.

Essa garantia já tinha sido dada pelo presidente norte-americano ao revelar que o sistema bancário do país está seguro e que “todos os americanos devem estar confiantes de que os seus depósitos estarão lá”. Joe Biden disse ainda que os contribuintes não serão responsáveis pelas perdas de uma falência bancária, apelando ao Congresso para “reforçar” a regulação do setor.

Recorde-se que SVB, com sede na Califórnia, anunciou na quarta-feira que estava a tentar realizar um aumento de capital para ultrapassar as dificuldades financeiras. No entanto, este anúncio levou muitos clientes a retirar os fundos e os reguladores encerraram o banco na sexta-feira por falta de liquidez. O preço das ações da empresa acabou por entrar em colapso, o que, por sua vez, afetou o setor bancário em geral, tanto nos Estados Unidos como em outros países.

O que falhou

Para Mário Martins, analista da ActivTrades, o colapso deve-se “fundamentalmente de erro de gestão, tal como costuma ocorrer com todas as quedas de instituições bancárias”. E diz que, neste caso específico, também como habitualmente, “deriva da exposição excessiva a um determinado ativo, que por um evento inesperado perde valor, sendo que de novo por incompetência da gestão, o reajustamento do risco para acautelar um desenvolvimento inesperado deixou muito a desejar, isto porque com a subida dos juros por parte da Fed, que não obstante ter sido muito célere, mas ainda assim agora com cerca de um ano de duração, os clientes do banco começaram a necessitar de maior liquidez, o que os levou a retirar capital do banco”.

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