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Neurocientista defende que desenhos animados japoneses são 'perigosos' para o cérebro

Neurocientista defende que desenhos animados japoneses são 'perigosos' para o cérebro

Flickr Jornal i 06/02/2023 17:17

Segundo o neurocientista Fabiano de Abreu Agrela, assistir recorrentemente a animés “pode perturbar o desenvolvimento saudável do cérebro”.

 

De acordo com o especialista em neurociências Fabiano de Abreu Agrela e autor de um dos primeiros estudos que comprovaram os efeitos do excesso do uso de redes sociais e da má utilização da tecnologia na inteligência, o hábito de assistir a um tipo de desenhos animados japoneses, conhecidos como animé, “pode prejudicar a cognição e causar ansiedade, isolamento e dificultar o desenvolvimento do cérebro das crianças”.

"A grande maioria dos animés não traz nenhum tipo de conhecimento além de estímulos à violência, o que ajuda a aumentar a ansiedade e desencadeia um processo de ‘emburrecimento’, prejudicando o processo de neuroplasticidade cerebral e atrofiando o cérebro", acredita o neurocientista.

"Outra característica marcante dos animés é a falta de expressões faciais dos personagens, o que, principalmente para as crianças, dificulta o desenvolvimento da cognição com base nas expressões, o que é fundamental para interpretar emoções e sentimentos de outras pessoas no seu convívio", explicou ainda. 

Além disso, os resultados de um estudo realizado por um grupo de investigadores das Universidades de São Francisco e Califórnia e publicado pela revista científica JAMA Psychiatry Journal, mostra que as pessoas que veem televisão de forma recorrente acabam por ter “piores resultados em testes de inteligência”. Apesar disso, garante Fabiano de Abreu Agrela, o impacto do animé “é superior ao da televisão em geral”.

"A televisão em excesso durante a infância prejudica o desenvolvimento de importantes funções cerebrais, no caso dos animés, esses impactos são dobrados pelo claro apela emotivo de tramas bastante fortes e de cunho sexual para crianças, trilhas sonoras, efeitos visuais, pobreza de vocabulário e atitudes das personagens que estimulam a violência e solidão, contribuem para isso", alerta o especialista.

 

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