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IL. Rui Rocha: novo líder quer 15% dos votos e acabar com "bipartidarismo"

IL. Rui Rocha: novo líder quer 15% dos votos e acabar com "bipartidarismo"

Bruno Gonçalves Sónia Peres Pinto 22/01/2023 19:24

Garantiu que está a contar com todos os membros do partido para esta nova etapa e prometeu uma “transformação rápida” para um partido que tem de estar “pronto”.

Atualizada às 19h50

Rui Rocha é o sucessor de João Cotrim Figueiredo à liderança da Iniciativa Liberal com 51,7% dos votos. A lista concorrente de Carlos Castro obteve 44%. No seu discurso de vitória prometeu captar 15% dos votos e acabar com “o bipartidarismo”.

O novo líder garantiu que ouviu com atenção os militantes na campanha e na convenção – nestes dois dias as críticas foram ferozes - e prometeu uma “transformação rápida” para um partido que tem de estar “pronto”. E acrescentou: “As batalhas lá fora são de um país estagnado, em que o salário de 56% está abaixo de mil euros, 65% se for entre os jovens”, começa, virando agora o discurso para o país e criticando a “asfixia” da burocracia ou ao despovoamento do país.

Também deixou uma palavra aos seus opositores, convocando “todos” os membros do partido para esta nova etapa no partido. Quanto à sua principal adversária, Carla Castro, o novo presidente da IL assegura que terá o mesmo papel que tem tido até agora.

E um agradecimento a Cotrim Figueiredo, que contou desde o início com o seu apoio, garantindo ter sido um “líder extraordinário. Não há palavras que descrevam o que fez pelo partido, o que me ajudou e aprendi com ele” e acena com a sondagem publicado este domingo que lhe dá 9,5% das intenções de voto.

Rui Rocha centrou também o seu discurso de vitória ao estado do país, referindo que Portugal não aguenta” mais pobreza e estagnação. “A IL é o único partido que assume que quer uma sociedade civil forte, uma reforma de Estado, liberdade de ser. Não admitimos outra coisa”, lamentando o estado em que a saúde e a educação estão nos dias se hoje.

Recorde-se que na moção estratégica apresentada, o agora líder dizia acreditar que um cenário de eleições antecipadas pode ser uma realidade e que o partido tem de estar preparado, deixando algumas linhas estratégicas: “Somos liberais em toda a linha, rejeitamos populismos, afastamo-nos dos extremos e recusamos a instrumentalização do medo e da frustração para obter ganhos políticos”, traçando como objetivos eleitorais para os próximos dois anos eleger nas europeias, assim como nas eleições da Madeira e criar um grupo parlamentar nos Açores.

A lista ao Conselho Nacional apoiada por Rui Rocha elegeu 24 dos 50 lugares ao órgão máximo entre Convenções, enquanto a do fundador Miguel Ferreira da Silva conseguiu 14.

A lista B, liderada por Nuno Simões de Melo, apoiante da candidata derrotada Carla Castro, conseguiu apenas quatro mandatos.

A lista L, afeta a Rui Rocha e a única que entrega candidaturas a todos os órgãos a eleição era encabeçada pela atual presidente da mesa, Mariana Leitão.

A lista D, liderada por Rui Malheiro, conseguiu quatro mandatos e a lista S, com Márcio Oliveira Santos a encabeçar, conseguiu também quatro mandatos.

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