06/02/2023
 
 
Centenas de pessoas saem à rua em Barcelona para mostrar que independentismo está vivo

Centenas de pessoas saem à rua em Barcelona para mostrar que independentismo está vivo

AFP Jornal i 19/01/2023 11:37

Esquerda Republicana da Catalunha considera que a o caminho a se fazer para a independência catalã passa por um referendo acordado e negociado com o governo espanhol.

Centenas de pessoas manifestaram-se, esta quinta-feira, em Barcelona, numa altura em que decorre a cimeira de Espanha e França na cidade, para mostrar que o independentismo catalão “está vivo”.

“O independentismo está vivo. Aqui não acabou nada porque a repressão continua sob forma de perseguição económica e julgamentos”, garante o presidente da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Oriol Junqueras.

Os manifestantes consideram que Pedro Sánchez, líder do Governo de Espanha, está a fazer uma utilização politica de Barcelona, com a escolha da cidade para uma cimeira com outro país, um ato político do estado espanhol que não se via na Catalunha há pelo menos uma década, querendo com isso mostrar aos espanhóis e ao mundo que o independentismo catalão e a tentativa de autodeterminação que culminou com um referendo ilegal em 2017 está acabado, mas, para a ERC, os protestos que decorrerem esta quinta-feira na Catalunha mostram que os cidadãos ainda não desistiram.

"O conflito não terminará até a sociedade catalã exercer o seu direito à autodeterminação votando. É este o caminho que seguimos. Neste caminho continuamos a trabalhar e a negociar em todos os âmbitos. Fazemo-lo de governo para governo com o Governo espanhol", afirmou Junqueras .

A ERC acredita que o caminho  para a independência catalã passa por um referendo acordado e negociado com o governo espanhol, diferente de outros partidos como o Juntos pela Catalunha (JxCat), do ex-presidente do governo regional Carles Puigdemont que foi demitido pelo Governo de Espanha a 27 de outubro de 2017 logo após a tentativa de proclamar um sistema republicano para a região e encontra-se a viver na Bélgica desde esse ano para fugir à justiça.

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