27/01/2023
 
 

Pânico no IC-17 e na Radial de Benfica

De repente, começámos a ver automobilistas a fazerem inversão de marcha, usando a faixa de segurança, sem sabermos para onde iam, até que apareceu alguém com um colete amarelo, mas sem identificação. A avenida estava cortada, pois um enorme rio surgido mais à frente assim o determinava. A confusão era geral e fiquei um pouco sem saber o que fazer, já que na rádio continuavam sem dar notícias.

Tinha saído do Taguspark, em Paço de Arcos, por volta das 22 horas de quarta-feira e a chuva estava forte, tirando alguma visibilidade à condução. Quando entrei na A5, a caminho de Lisboa, o cenário ainda ficou mais negro, e o receio de sofrer algum acidente aumentou, apesar de não ultrapassar os 50 km/h. Quando virei para a IC-17 é que a história ficou muito mais complicada, pois havia um verdadeiro rio em frente ao IKEA, temendo eu ficar afundado nesse mar de água que não parava de cair. Pensei para os meus botões que o melhor era deixar de ouvir música e sintonizar o rádio nas estações informativas, até para saber se havia algum aviso das autoridades, mas só dava futebol, penso que um jogo da Taça da Liga! Consegui falar com a minha amiga e colega que vinha no carro detrás, que me sugeriu desviarmos para a Segunda Circular, ao que contrapus que era melhor seguir pela radial de Benfica. Ao entrarmos na Avenida General Correia Barreto o trânsito estava parado a meio do percurso, ficando ambos parados cerca de meia-hora – nas rádios não se ouvia notícias.

O nervosismo era evidente. De repente, começámos a ver automobilistas a fazerem inversão de marcha, usando a faixa de segurança, sem sabermos para onde iam, até que apareceu alguém com um colete amarelo, mas sem identificação. A avenida estava cortada, pois um enorme rio surgido mais à frente assim o determinava. A confusão era geral e fiquei um pouco sem saber o que fazer, já que na rádio continuavam sem dar notícias. Fizemos o mesmo que os outros, sem saber por que caminhos nos estávamos a pôr. Mas depois de uma curva em contramão lá apareceu um homem da Proteção Civil que nos encaminhou para a estrada correta. Até chegar a casa ainda me deparei com outras estradas cortadas, já com a presença de mais homens da Proteção Civil, da PSP e da Polícia Municipal.

Não sei se acordaram tarde para o problema, pois algumas estradas deviam ter sido cortadas antecipadamente, mas sei que a presença daqueles homens, mal equipados para o efeito, me ajudaram a chegar a casa são e salvo e com o carro mais ou menos intacto. Como eu, mais alguns milhares de automobilistas devem pensar o mesmo... Aquelas informações, apesar de tardias, acabaram por ser fundamentais.

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