08/12/2022
 
 

Ingratidão e inveja

O que se pede é respeito pelo que Cristiano Ronaldo fez, até hoje, e o orgulho de Portugal, um país tão pequeno possuir um “génio” tão grande, como ele...

É extraordinariamente preocupante o que se está a passar com o CR7, Cristiano Ronaldo, talvez o melhor jogador do futebol profissional de sempre, com um trabalho constante e persistente, com o objetivo de se manter na primeira linha da frente do futebol profissional. Preocupante, por que foi sempre um profissional que cuidou da sua forma física, técnica e psicológica, um exemplo no plano da solidariedade, com os mais necessitados, e não só, um apoio constante e o suporte material de toda a sua família, para além de ajudar Instituições oficiais que precisam sempre de apoio. O Ronaldo nunca virou a cara a esse tipo de ajudas, e tudo isso feito à custa do seu esforço físico, desgastante, com sofrimento físico e psicológico, mas fá-lo por amor ao próximo e, por que sabe de onde vem e para onde quer ir.

Preocupante, repetimos, porque revela uma grande ingratidão, uma grande injustiça e, até muita inveja, por parte daqueles que não conseguem mais do que dizer mal dos outros. 

Há hoje, um batalhão de pessoas que escrevem, que falam e vivem do espetáculo do futebol profissional, confundindo essa atividade com desporto, como fazem na TV, todos os dias, nos noticiários: “e agora o desporto” e começam a falar de futebol profissional. 

Criticar é fácil mas falar com propriedade e conhecimento, até científico, sobre questões ligadas ao treino físico já não é para todos, alguns preferem falar da tática, da estratégia do futebol, mas sem nunca perceberem que a arbitragem que é feita no futebol, não amador, é a coisa mais estúpida que existe, contra tudo o que está estudado, em relação à observação de uma pessoa em movimento, uma pessoa a correr não pode observar com a devida atenção, em pormenor, o que se está a passar à sua frente e por isso tiveram de recorrer ao VAR, para esconder a estupidez e a impossibilidade de uma pessoa em movimento poder ser um bom observador, não pode, e isso está estudado, só que a Indústria do Futebol, ignora-o, até porque 80% dos seus adeptos não têm muita literacia. A maioria dos adeptos vai ao futebol para se “alienar”, ou para fazer, conscientemente, a sua “fuga ao real”, para se compensarem das frustrações profissionais e sociais, do seu dia-a-dia. Por outro lado, o poder político apoia o futebol, porque o povo passa a semana a discutir futebol e vai-se afastando da Política, o que é ótimo para qualquer Governo que passa a ter menos controlo, por parte dos cidadãos, que acabam por se alhear da política, permitindo uma governação menos rigorosa e, por vezes, desleixada. Por fim, explicar a alguns, que Ronaldo apesar de não ter tido um percurso normal no plano do desenvolvimento físico e psicológico, devido ao fatalismo, ou seja não foi sujeito, desde os 4 anos de idade à atividade sincrética mais tarde na juventude à atividade analítica, aonde o gesto se aperfeiçoa, para mais tarde se automatizar na atividade sintética em que o estereótipo motordinâmico é perfeito controlado pelo tálamos, e com um comportamento reflexo controlado pelo bulbo, ou medula alongada. Apesar disso, ter falhado um pouco, no percurso do CR7, ele consegue ser um virtuoso do movimento e com grande eficácia e rendimento, para além de associar a tudo isso uma velocidade fora do normal. O Ronaldo se quiser poderá jogar até aos 45 anos de idade, com rendimento, embora não o vá fazer porque não precisa e pode assim ajustar contas com o passado e compensar uma infância difícil, não no plano do amor da família, mas no desenvolvimento psicofísico realizado, na idade própria, mesmo assim pode rivalizar com os melhores do mundo.

O que se pede é respeito pelo que ele fez, até hoje, e o orgulho de Portugal, um país tão pequeno possuir um “génio” tão grande, como Cristiano Ronaldo, uma das maiores estrelas do futebol profissional mundial. 

Sociólogo
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