08/12/2022
 
 
Quase 15 mil inquéritos de crimes sexuais relacionados com menores nos últimos cinco anos

Quase 15 mil inquéritos de crimes sexuais relacionados com menores nos últimos cinco anos

Dreamstime Jornal i 18/11/2022 12:57

A PJ dá conta de que, até setembro recebeu 1.737 inquéritos, mas até ao final do ano poderá registar cerca de 2.400.

A Polícia Judiciária (PJ) revelou esta sexta-feira que recebeu quase 15 mil inquéritos relacionados com a criminalidade seuxal contra crianças e jovens nos últimos cinco anos. 

A informação foi avançada no âmbito do dia europeu da proteção das crianças e contra a exploração e o abuso sexual, tendo a autoridade alertado que esta problemática "continua a ocorrer em dimensões significativas".

A PJ dá conta de que, até setembro recebeu 1.737 inquéritos, mas até ao final do ano poderá registar cerca de 2.400.

A autoridade explicita que em 2017 recebeu 2.192 inquéritos relacionados com criminalidade sexual contra crianças e jovens, em 2018 recebeu 2.103, em 2019 o número situou-se nos 2753, em 2020 aumentou para 3.773, tendo no ano recebido 2.405 inquéritos.

Em comunicado, a PJ sublinha que a criminalidade sexual contra crianças e jovens "continua a ocorrer em dimensões significativas", e que isso deve implicar "um esforço acrescido na resposta multidisciplinar, das diferentes entidades e sistemas convocados para a proteção da criança e para o reconhecimento e afirmação dos seus direitos".

Para o órgão de polícia criminal, "a sinalização precoce das situações, a resposta adequada nos diferentes planos e a consciencialização do direito das crianças e jovens ao crescimento livre de pressões e condutas inaceitáveis, também na esfera do direito à autodeterminação sexual, constituem paradigma a alcançar".

Embora este tipo de crimes aconteça maioritariamente em contexto familiar, a PJ avança que "é significativo o impacto da chamada criminalidade sexual 'online', exigindo respostas ao nível da ciber investigação e da cooperação com entidades internacionais, bem como a mobilização de novos saberes e inovação tecnológica".

A autoridade sublinha ainda que "a pornografia de crianças e jovens corresponde, via de regra, a uma situação real, em tempo e local desconhecidos, mas com vitimas concretas que importa proteger".

 

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