08/12/2022
 
 

Pratos e restaurantes ao meu gosto

O meu hambúrguer preferido de Lisboa é no GroundBurguer e é de chilli com carne picada e feijão como manda a lei. 

Em França ficou eternizado o termo “gourmand” para a simples pessoa que não sendo especialista em gastronomia ou técnicas é um apreciador de comida e bebida. Por cá gostamos de apelidar a este tipo de gente alguém “que gosta de se tratar bem”. Não sendo um crítico gastronómico (bem longe disso) adoro o ritual da refeição e gosto de comer e beber, de experimentar e de sair satisfeito de um restaurante. Não me seduz propriamente a comida de assinatura mas antes aquilo que me deixa as papilas gustativas aos saltos independentemente de ser um espaço da moda ou a taberna da esquina.

Muitas vezes, me perguntam onde almoçar ou jantar fora em Lisboa e eu, mesmo sendo um habitué nestas andanças, esqueço-me sempre das melhores recomendações no momento em que me as pedem. Escrevo por isso esta crónica não por achar que tenho um gosto refinado mas porque muitas vezes alguém está à procura de um prato específico ou com desejos de uma cozinha qualquer e na altura nada lhe vem à memória. Gostos não se discutem, mas aqui deixo os meus, se alguém quiser seguir as recomendações, sejam servidos, senão como diz um amigo meu “bom também”.

Comecemos pelo bife do lombo com batata e ovo a cavalo. O do Café do Paço é claramente a minha escolha embora o do Sete Mares venha logo atrás. Seja grelhado ou ao estilo “Cordon Bleu” a massa verde como acompanhamento no La Campania faz a diferença e o bitoque da cervejaria Sem Vergonha é também muito bom. Não coloco aqui as moradas porque ocuparia parte do espaço mas é fácil pesquisar. Para carteiras mais recheadas a Picanha Kobe com massa trufada do Seen, onde também se come um hambúrguer fantástico ou os croquetes na barra do Gambrinus. Nos panados, o austríaco Kaffeehous com batata em maionese. Continuando nas carnes, o tradicional pica-pau do famoso Pinóquio continua em grande ou a rabada com arroz de feijão da Sala de Corte. O meu hambúrguer preferido de Lisboa é no GroundBurguer e é de chilli com carne picada e feijão como manda a lei. Os melhores “ribs” ou costelinhas, um dos meus pratos preferidos, encontrei-os por incrível que pareça no Hard Rock Café e quando quero um belo rodízio de carnes brasileiro para comer cupim escolho normalmente o Fogo de Chão.

Em Campo de Ourique dois restaurantes alentejanos que me enchem as medidas. O Magano, onde tudo é bom, das carnes aos camarões com arroz de alho, passando pelas empadas ou o pão de ló para finalizar, mas também A Trempe, com uma ótima posta de peixe ou o Cozido de Grão às sextas que me faz lembrar o Rancho da minha mãe. Para o peixe, gosto muito do Aqui Há Peixe, embora seja difícil de resistir ao Arroz Negro de choco com tinta, o melhor que já comi. O Sea Me – Peixaria Moderna é um dos meus preferidos se quiser, além de um maravilhoso peixe, um ambiente mais cosmopolita. Mais em conta, o Último Porto, para comer uma cabeça de garoupa grelhada. O Terraço de Belém para quem gosta de polvo ou de tártaro ou a Açorda de Lavagante do Solar dos Presuntos. Uma bela mariscada no Relento, que reabriu há pouco tempo. Cozinha internacional, no indiano o Natraj na Sol ao Rato para o Naan ou um caril bem picante, o tailandês Boa Bao, que tem uma deliciosa sopa Tom Yum ou o Pad Thai do Soão. Os peruanos Cevicheria ou o Segundo Muelle com o Arroz Chalaco com mariscos ao sabor do melhor Pisco Sour da cidade.

Pizzas finas no incontornável Casanova para comer a minha diavolla com chá de canela ou ao estilo napolitano o M´Arrecreo. Ainda por Itália a carbonara do Memória com um Tiramisu para finalizar, a massa fresca com pesto de beterraba da Osteria ou um cacio e peppe no Fiametta. Tacos mexicanos no El Taco Chingon, bocadillo com presunto do bom ou ovos rotos no Beher e um calórico mac’n cheese no Guilty. Para sobremesa um bolo de bolacha com mousse de chocolate a escorrer por cima na Tasquinha do Lagarto onde se comem excelentes pratos tradicionais portugueses.

Falam-me maravilhas da Comadre e do Danoi. Serão os próximos. Para já ficam estes porque não há espaço para mais e porque já me abriram o apetite para o jantar.

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